O mito do desenvolvimento (Questões Mundiais) - Os países inviáveis no século XXI

    Oswaldo de Rivero

    Vozes
    2002
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: 8532628036
    Português Brasileiro

    Através de um enfoque sobre o desenvolvimento das nações, o autor mostra que os benefícios desse não atingiram a maior parte das nações, pelo contrário, o investimento necessário para isso nunca esteve disponível e a tecnologia dispensa a mão-de-obra ao invés de criar empregos para as populações que aumentam nas cidades do Hemisfério Sul. O livro prova ainda que os modelos de desenvolvimento dirigidos pelo Estado ou comandados pelo mercado fracassaram, transformando os 'países em desenvolvimento' em 'economias nacionais não viáveis' e sugere que a agenda da 'riqueza das nações' seja substituída pela agenda da 'sobrevivência das nações', em que os sonhos de desenvolvimento devem dar lugar a uma política de sobrevivência nacional.

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    Ellen Cristini da Cunha11/01/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O livro de Oswaldo de Rivero busca enxergar a dinâmica do capitalismo global com outros olhos, diferentemente do que estamos habituados a ler e a ouvir. Em "O Mito do Desenvolvimento" o conceito de "país em desenvolvimento" é analisado a fundo, mostrando que na verdade, esses países deixados para trás na corrida da globalização dificilmente algum dia de fato se desenvolverão. A dependência econômica e financeira, os baixos investimentos internos em tecnologia e a exploração de mão-de-obra barata e matérias primas não industrializadas - que ainda existe - são apontados como os principais fatores da estagnação permanente desses países. A obra é dividida em 6 capítulos. No capítulo 1, Rivero apresenta e diferencia os Estados-Nação dos Quase-Estados-Nação, observando pelo viés histórico as causas dos problemas sociais e econômicos dos países não desenvolvidos. No capítulo 2, são apresentados os efeitos perversos da globalização e a falta de representatividade das nações frente às poderosas entidades financeiras. No terceiro capítulo, o autor relaciona a dinâmica capitalista do mundo com as teorias evolucionistas de Darwin - "... a seleção natural, permitindo apenas a sobrevivência das pessoas, empresas e economias mais competitivas e marginalizando as demais, como espécies econômicas não-aptas" e com os escritos de Adam Smith sobre o liberalismo econômico. No capítulo 4, essas economias não-aptas são analisadas mais profundamente, e em seguida busca-se explicar porque esses países estão fadados ao "não desenvolvimento". O quinto capítulo fala da posição dos grandes países e das grandes entidades financeiras frente ao subdesenvolvimento dos países periféricos. O sexto e último capítulo busca a resposta para a pergunta "Por que esses países nunca saem do seu estado de 'desenvolvimento' para atuar no mesmo nível de economias desenvolvidas?". Nesse capítulo o autor lança sugestões que buscam acabar com esse ciclo e tornar possíveis essas economias inviáveis. Um texto bastante crítico e empírico, O Mito do Desenvolvimento é leitura importante para quem estuda assuntos relacionados à economia e aos problemas sociais dos países "em desenvolvimento", desenvolvimento este entre aspas, pois não se sabe até que ponto ele realmente é real.

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