Amei o dorama de Zettai Kareshi, então estava curiosa sobre a obra original, esse mangá. Ao mesmo tempo, sentia certa hesitação em lê-lo, por medo de não atingir minhas expectativas. O primeiro volume me envolveu muito e o li rapidamente, mas houveram alguns pontos que fui notando de no mangá em geral:
⦁ A estória não é totalmente igual à da adaptação. No mangá Izawa Riiko é uma colegial, que está morando sozinha uma vez que seus pais estão viajando;
⦁ O mangá tem um romance mais consistente, além de triângulo amoroso, e é bem mais quente. Um dos maiores conflitos é o fato de Tenjo Night ser um modelo "noturno", de forma que ele deveria dormir com Riiko;
⦁ Asamoto Souichi é um amigo de infância de Riiko e é secretamente apaixonado por ela. No dorama ele era um personagem de destaque, porém não era como se fosse ali um triângulo amoroso grandioso (não sei se consigo explicar, ele era apenas na dele). Aqui ele possui muito destaque e é. incrivelmente. chato.
⦁ Os conflitos não são os mesmos, salvo alguns (como a amiga de Riiko, Mika, que deseja roubar seus namorados, o novo modelo que culmina no mau funcionamento de Night, etc); Como assisti ao dorama primeiro e gostei tanto, achei essas mudanças muito estranhas e preferi a primeira versão que conheci.
Acho que não é uma estória que fica totalmente legal em um contexto escolar, já que há essa parte sensual, mas não deixa de ser divertido muitas vezes, como quando Night vai à escola. O que me deixava sem vontade mesmo de ler mais um volume de Absolute Boyfriend era Souchi mesmo, esse meganeboy tão irritante. O triângulo amoroso ocupa muito da estória, claro, mas foi cansativo para mim porque era óbvio que não havia muito o que escolher, para Riiko: Mil vezes Night!!! (Night rainha Souchi nadinha)
Apesar de eu saber que essa estória não iria acabar bem, por ele ser um robô, não pude deixar de torcer com todas minhas forças. Os meus volumes favoritos, aqueles em que a estória fluiu agradavelmente, foram os que não tinha muito de Souchi...
Foi uma grata surpresa, porém, quando vi que esse romance de Riiko e Night foi até longe para os padrões de estórias assim. Mesmo não sendo algo muito feliz, foi melhor que de outra forma e não é como se trouxesse um grande sofrimento a um leitor que já tem experiência em estórias assim. Ah sim, deixe-me falar sobre o Night do mangá! Ele foi exatamente o que eu esperava, praticamente igual ao do dorama.
De longe o melhor personagem da estória e salvou a minha imagem guardada do personagem do dorama. Muito divertido, apaixonado e esforçado. Fiquei muito contente que ele não foi "estragado". Bom, não que Riiko tenha sido estragada também, mas ela é bem chatinha com sua indecisão eterna sobre Night ou Souchi. É compreensível, mas não deixa de ser cansativo.
Porém, para mim, as personagens Riiko do mangá e dorama são pessoas completamente diferentes. Por exemplo, no dorama há esse fato de ela gostar de cozinhar e até crescer nessa profissão, mas não há nada aqui. No mangá ela é apenas uma garota comum, boa em nada. Minha decepção mesmo foi Souchi, já que eu gostava do personagem do drama. Era terrível, também, como ele ficava se metendo e decidindo coisas que nem tinham a ver com ele.
Quanto aos outros aspectos do mangá Absolute Boyfriend, por não ter me agradado inteiramente com a estória, achei cada volume muito longo. Lia alguns capítulos e logo me entediava, o que só mudou no quarto, quinto e sexto onde as coisas estavam mais definidas. No que diz respeito à arte, essa é bem atraente com cenas bonitas e detalhadas, personagens masculinos lindos (e que propõe algum fanservice) e certo humor.