A capa do volume três de 'Batman Preto e Branco', com Barry Windsor Smith desenhando o Morcego na imensidão da luz, é linda. Mas coube ao também incrível Klaus Janson trazer a mais comovente história da série até agora.
Nela, que abre a edição, Alfred lê em silêncio a carta que Thomas Wayne escreveu para seu então jovem Bruce, por ocasião de seu aniversário. Ensinamentos sobre a vida que um pai nunca pôde dizer ao filho. Tocante!
O gibi traz ainda um conto sobre os fantasmas do passado de uma jovem, sob o lápis eficiente de Tanino Liberatore – o mesmo de 'Ranxerox'. Em seguida, a retícula majestosa de Matt Wagner torna um inferno a vida de assaltantes de uma mansão nas mãos de Batman.
E o que dizer da lenda Bill Sienkiewicz desenhando o Homem Morcego dando lição de moral num pai ausente? Genial!
A HQ termina com Batman salvando o Natal de uma jovem criança, sob a batuta de Denny O'Neil e Teddy Kristiansen detonando um Papai Noel assassino.
De todas as edições de 'Batman Preto e Branco', o terceiro volume foi sem dúvida o que mais trabalhou a infância perdida de Bruce... E isso pega de jeito o leitor mais veterano