"...agora eu tenho consciência de que a infelicidade torna as pessoas iguais, mas a felicidade não, felicidade as faz únicas."
Meu primeiro contato com esta que, provavelmente, foi a maior escritora da breve Alemanha Oriental. Lembro que fiquei deliciada logo nas primeiras linhas do livro. Que escrita forte e, ao mesmo tempo, delicada, evocando-nos uma série de emoções e sensações que só aqueles que entendem aquilo a que se chama "natureza humana" -capazes de evocá-la nas ações mais simples- conseguem reproduzir. Lembro de ter buscado o livro porque alguém comentou - não sei se há alguma veracidade no comentário - que a tetralogia napolitana, obra conhecidíssima de Elena Ferrante, fora inspirada brevemente em tal obra. Só posso dizer que fui tocada pelo livro, embora não tenha chegado nem perto de compreender Christa T., uma das personagens mais complexas que, acredito, já entrei em contato. Recomendo.