O Vocabulário de Deleuze -

    François Zourabichvili

    Relume Dumara
    2004
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8573163801
    Português Brasileiro

    François Zourabichvili se propõe iniciar esta reflexão, na forma de um léxico onde os conceitos são listados como verbetes. Para cada verbete, uma ou várias citações dão início à reflexão, procurando o esclarecimento, sem nunca ser didático ou reducionista. Os verbetes são amostras do pensamento deleuziano que reunidos ajudam a compor o que Zourabichvili chama de uma espécie de croqui traçado com palavras". O Vocabulário de Deleuze é o que o próprio Deleuze indicou que um vocabulário deveria ser: esboços lógicos que descrevem atos de pensamento complexos, intitulados e assinalados, identificando nos conceitos unidades de criação filosóficas, fundamentais ao entendimento.

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    Raony Francisco Moraes23/07/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Para encontrar uma filosofia...

    Zourabichvilli tem o mérito de fazer o que muito pouco se vê entre os comentadores de Deleuze, mesmo entre seus mais apaixonados aliados; sua clareza - que não dispensa, é certo, a gravidade dos problemas que Deleuze evoca - transborda por todos os lados, sentimos que podemos ler Deleuze "melhor". Mas o que o autor nos propõe não é uma leitura acabada dos conceitos fundamentais de Deleuze, como se se tratasse de um manual escolar, ele traça um mapa através do qual nós somos capazes de nos orientar na aventura filosófica. A escolha de verbetes ordenados alfabeticamente - que mais do que explicar, simplesmente, os conceitos, traz os problemas aos quais cada conceito se refere - é justificada pelo próprio "modus operandi" por vezes adotado por Deleuze: "o próprio Deleuze praticou por três vezes o léxico [...]; finalmente, à "conclusão" de Mil platôs. O eco entre esta última e a introdução do livro ("Introdução: rizoma") assinala que a arbitrariedade da ordem alfabética é o meio mais seguro de não sobrepor às relações de imbricações múltiplas dos conceitos uma ordem das razões factícia que desviaria do verdadeiro estatuto da necessidade em filosofia." Portanto, o autor em nada peca ao preferir tal forma de exposição. Sem dúvida, trata-se de uma obra de grande jaez aos leitores (principalmente aos principiantes) de Deleuze.

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