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    Mason & Dixon -

    Thomas Pynchon

    Companhia das Letras
    2004
    848 páginas
    1d 4h 16m
    ISBN-10: 8535905197
    Português Brasileiro
    4.5
    47 avaliações
    Leram76Lendo14Querem261Relendo1Abandonos4Resenhas2
    Favoritos14Desejados261Avaliaram47

    No século XVIII, os cientistas britânicos Charles Mason e Jeremiah Dixon viajam ao interior dos Estados Unidos para estabelecer a divisa entre duas propriedades rurais. Para cumprir a missão, os dois empreendem uma travessia épica pelo território americano. Thomas Pynchon recria fatos históricos e a linguagem de época numa obra descomunal sobre a fundação da sociedade americana. No século XVIII, os cientistas Charles Mason e Jeremiah Dixon, são contratados pelo governo inglês para fazer observações astronômicas e tarefas de agrimensura. Depois de uma expedição ao Sul da África para observar o trânsito de Vênus, são incumbidos de uma missão ambiciosa na América do Norte: traçar uma longa linha divisória entre as propriedades dos Penn (o futuro estado de Pensilvânia) e dos Calvert (atual Maryland). Os dois amigos adentram o continente norte-americano e exploram territórios indígenas, empreendendo uma jornada épica para determinar a linha que se tornaria, muitos anos depois, a fronteira entre o Norte industrial moderno e o Sul agrário e escravagista. Pynchon se baseia em fontes rigorosamente históricas, mas combina o aspecto documental da narrativa com extraordinários vôos de imaginação, criando uma galeria de personagens fantásticos: um cão falante, um pato mecânico que ganha vida, uma região em que os legumes são tão desmedidos que uma beterraba é escavada como se fosse uma mina. Não é a primeira vez que o autor envereda pelos caminhos do romance histórico. Em O arco-íris da gravidade o autor recriava o clima de pesadelo de uma Europa devastada pela Segunda Guerra Mundial. Em Mason & Dixon, porém, não apenas a ação do romance se passa há dois séculos e meio como também a própria linguagem em que ele é escrito tem sabor de época, numa recriação do inglês setecentista. Lançado nos Estados Unidos em 1997, Mason & Dixon é o mais recente romance de Thomas Pynchon. Paulo Henriques Britto, renomado poeta e tradutor, levou anos para realizar a tradução para o português, e durante o trabalho Pynchon foi consultado inúmeras vezes. Prolixo, profundo, poético e sobretudo muito divertido, Mason & Dixon, segundo Michiko Kakutani, a influente crítica do New York Times, "comprova a inventividade notável de Pynchon e sua força como contador de histórias". Além de ter sido recebido com entusiasmo pela crítica, no ano de seu lançamento o livro freqüentou as listas de mais vendidos nos Estados Unidos. "Maravilhosamente subversivo [...] Um livro que equilibra espirituosidade e anacronismo, criando uma preciosa combinação de história e imaginação." - The New York Times Book Review

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    Júlio C Somazz picture
    Júlio C Somazz16/01/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Como esse foi o meu primeiro livro do Pynchon houve algumas dificuldades em relação à fluidez do texto, ele não escreve como nenhum outro autor que eu tenha tido a oportunidade de conferir, e sinceramente isso acaba sendo parte da graça por trás da obra, é questão de tempo se acostumar com a forma errática, não-linear e extremamente densa que ele expõe a história. Eventualmente essa forma única de escrever deixa de ser um empecilho para se tornar um dos principais pontos positivos do livro, não é dificuldade desmotivada, é outra forma de expressão. Além da prosa outra dificuldade que o livro pode apresentar é o número gigantesco de referências. Por ser um romance histórico boa parte dessas referências estão relacionadas à Europa e aos Estados Unidos do século XVIII. Na era da internet é fácil procurar as personagens históricas citadas no livro (que são muitas) e os aparatos utilizados pelos astrônomos e agrimensores, inclusive existe uma wiki destinada somente para esse livro, o que facilita em muito a imersão/compreensão. De qualquer forma eu não recomendo tentar ir atrás de significado por trás de tudo que o Pynchon cita e diz, essa tarefa seria gigantesca e o livro oferece recompensas mais diretas e extremamente gratificantes sem precisar ler o livro na frente do computador ou de uma enciclopédia. Por trás do texto denso e das inúmeras referências temos uma história com dezenas de temas como racismo, ciência, fé, perdas, melancolia, a confiabilidade da “verdade” histórica, feng shui , conspiração sino-jesuíta e, principalmente, amizade ficam lado a lado com eventos fantásticos e mágicos que provém da narração não linear (e não confiável) do Reverendo Cherrycoke, que inclui na história cães falantes, patas cibernéticas, queijos gigantes, golems, um castoromem e a aparição de diversos personagens famosos (como Benjamin Franklin, Thomas Gefferson e George Washington). É um livro denso, grande, poético e que poucas vezes é totalmente claro por mais do que uma ou duas páginas, mas a recompensa final é enorme e confio que a saga dos dois amigos esta fadada a se tornar um clássico.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 47
    • 5 estrelas66%
    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas2%
    Thomas Ruggles Pynchon, Jr. profile picture

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.

    Escritor norte-americano, tido como dos mais originais de seu tempo. Famoso por criar livros longos e complexos - às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas -, ele é um dos principais expoentes do romance pós-moderno, juntamente com William Gaddis, John Barth, Donald Barthelme, Don Delillo e Paul Auster. Ganhador do National Book Awards, seu nome é constantemente citado como concorrente ao Nobel de Literatura. Em 1988, foi premiado pela Fundação MacArthur. O crítico literário Harold Bloom nomeou Pynchon um dos quatro romancistas anglófonos "canonizáveis" de seu tempo - ao lado de Don DeLillo, Philip Roth e Cormac McCarthy. Sua ficção abrange diversos campos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, quadrinhos, cinema, drogas e psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. A preocupação central da obra de Pynchon é explorar a acumulação e a inter-relação entre estes diferentes conhecimentos, que resultariam em uma realidade entrópica tangível apenas pela paranóia. Ele também é conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre sua real identidade. Nunca concedeu entrevistas e as únicas fotos conhecidas dele datam de sua juventude.

    34 Livros
    106 Seguidores
    Nova Iorque, EUA

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.