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    Chão Trágico (Grandes Sucessos) -

    Erskine Caldwell

    Abril Cultural
    1984
    203 páginas
    6h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3
    15 avaliações
    Leram23Lendo0Querem29Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados29Avaliaram15

    Fábricas fechadas, desemprego, favelas miseráveis: este é o cenário do sul dos EUA após a Segunda Guerra Mundial. Num mundo hostil, comum a milhares de migrantes, a nostalgia do campo, a bebida, o sexo são os únicos refúgios para os que não têm saída. Assim vive Spence Douthit e sua família. O pai, indolente e sonhador; a mãe, bêbada e doente; as filhas Liddy e Mavis. Todos marcados pela miséria e pela perdição.

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    Ana Paula Guedes21/04/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Pobreza aliada à indolência: tragédia.

    Escrito em 1944, Chão Trágico escancara as mazelas nas vidas das pessoas comuns dos Estados Unidos no pós-guerra. Enredo: Spence Douthit mora com a família em Poor Boy, um local abandonado por Deus onde impera a miséria, o crime e o vício; algo que pode ser comparado de fato a uma favela. Para completar a desgraça, Spence é indolente e sonhador, e mesmo quando uma rara oportunidade de se mudar do bairro terrível onde mora cai milagrosamente em seu colo, ele não sabe aproveitá-la, acostumado que está à sobrevida que leva, pois apesar de tudo, é algo que ele já conhece. Ele sempre acha que dá para suportar mais um pouco a penúria. Desempregado desde que a fábrica onde trabalhava fechou, Spence nunca mais conseguiu trabalhar, mas também não se vê um esforço real de sua parte em conseguir um outro emprego, pois de vez em quando sua filha mais velha lhe dá um pouco de dinheiro. A família de Spence é estranha: a esposa, bêbada, inconveniente e agressiva, a cruz que ele carrega; e duas filhas que não se importam com os pais, talvez pelo rancor de terem crescido na pobreza. Das filhas, a única que parece ter juízo é Libby, a mais velha, que trabalha no centro da cidade e casa-se com um ex-soldado. A caçula, Mavis, largou a família aos 13 anos para se prostituir, e o que mais assusta na narrativa é ver a naturalidade com a qual os pais tratam a ''profissão'' da menina, como se cedo ou tarde ela fosse dar para isso mesmo, como as outras da região. Eu não consegui ter simpatia por nenhum dos personagens, pois além da pobreza em que vivem, existe da parte deles uma indolência tão forte, uma vontade tão grande de deixar tudo como está, que a empatia que se espera que o leitor tenha por eles simplesmente não consegue surgir. Eu não consegui ter pena deles, não há nada de heróico nem de admirável em seus atos. Talvez seja por isso que eu tenha achado o livro tão chato. Li a obra de Caldwell para conhecer o autor, e sinceramente, não gostei. Se algum dia um outro livro dele cair nas minhas mãos talvez eu dê uma nova chance; talvez.

    2 curtidas

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    3 / 15
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