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    Estação dos Exilados (Urânia #11) -

    Robert Silverberg

    Bruguera
    1971
    160 páginas
    5h 20m
    Português Brasileiro
    4.1
    4 avaliações
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    Favoritos1Desejados11Avaliaram4

    "Hawksbill Station". As viagens interplanetárias já eram coisas banais. Também já o eram a cibernética, a longevidade e o bem-estar material. Mas "o animal homem continuava a se animal". Quanto mais a sociedade se aproximava do Éden, do Paraíso da Tecnologia, mais agressivos e radicais eles se tornavam em torno de imaculadas teorias políticas. Sociedade e instabilidade, porém, são conceitos que se repelem. E surgiu a prática de enterrar inimigos políticos no passado...

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    JOSE CARLOS DA SILVA17/11/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    E se os políticos fossem condenados ao período Cambriano?

    Tradução de Hawksbill Station, de 1968, no século XXI a viagem no tempo é possível. E ela é feita através de uma tecnologia apelidada de Martelo. ?A sensação de ser enviado através do tempo assemelhava-se bastante a de ser atingido por um martelo gigantesco enviado através das paredes do continuum.? - pág. 13 No tempo presente, há um caos social. Ideologias políticas e oposicionistas explodem a todo o instante. A Estação Hawksbill é construída e lançada ao passado da Terra, onde se encontra baseada há bilhões de anos distante da humanidade. E o governo passa a enviar os dissidentes e presos políticos, condenados à eternidade, ao passado da Terra, mas especificamente ao período Cambriano, antes de tudo, dos grandes sáurios, da fauna e da flora. Nessa era, a Terra é uma rocha árida e a vida está explodindo com o surgimento dos trilobites. Nesse panorama toda a trama é desenvolvida. O romance flui bem e passa ao leitor uma idéia geral de solidão e sufocamento. Os acontecimentos e apresentação dos personagens são centralizados na figura do protagonista Jim Barrett, revolucionário que se encontra na liderança da Estação desde que ali chegara, há cerca de vinte anos. A viagem no tempo só opera em mão única, ou seja, somente ao passado. Então, somente prisioneiros são enviados e condenados a esse exílio. Os flashbacks de Barrett são bem dosados e importantes. Neles são delineadas as batalhas ideológicas do tempo presente em contraponto ao cotidiano em Hawksbill. E conhecemos acerca do cientista e matemático, criador da equação Hawksbill, que originou o projeto e levou o seu nome. Apesar da crise entre alguns prisioneiros, tudo vai bem até a chegada do recém-chegado Lew Hahn, que passa a fazer anotações acerca de toda a tripulação. Quais seriam suas intenções e se teria algo a ver com a tecnologia empregada são questões levadas até o fechamento do romance. E que, ao meu ver, ocorre de forma satisfatória. Não surpreendente, mas bem coerente. Viagens no tempo é um dos meus temas favoritos. E nesse, Silverberg foi original. Nada de paradoxos. Somente alguns prisioneiros condenados ao passado. Por outro lado, a sensação que tive é que o autor deixa pontas soltas e idéias mal-exploradas e apenas sugeridas. FC e presos políticos deportados retornam uma boa fórmula? OK, vamos escrever uma rsrs. Alguns prisioneiros enlouquecem pela ausência feminina. Um grupamento de mulheres até foi lançado, mas 200 milhões de anos à frente, justamente para não haver contato e perigo de evolução paralela da espécie. A idéia é interessante, mas pouco trabalhada, penso eu, ficando meio sem finalidade, além de sua menção. Reflito, também, qual seria o sentido de se empregar tantos esforços a uma grande descoberta científica e mandar presos ao passado, sem retorno ou relatórios científicos? No redemoinho de conceitos e guerras político-ideológicas, um viés mais fundamentado parece estar ausente. Mas esse pequeno incômodo é ultrapassado pela belíssima escrita de Silverberg. Agradável, limpa, cativante e prende do início ao fim. O velho Barrett é um protagonista duro e ao mesmo tempo sensível. Sua solidão é paupável. Leitura que recomendo, sem antes divagar, num exercício imaginário, se eu enlouqueceria ou me encantaria se estivesse, num passado distante, apreciando uma grande rocha nua e estéril, e de um gigantesco oceano, ver um trilobite se arrastar pelo meu campo de visão, banhado pela luz de uma lua rosácea, jovem, ainda sem suas crateras formadas, sabendo que toda a humanidade seria um dia formada... ou não (ops... pisei num trilob...) ?Num assombro que se expandia vagarosamente, ele contemplou a curva de rocha nua inclinando-se para o mar cinzento, o litoral incólume, desabitado, e a realidade do seu exílio esmagoou-o com um golpe mais doloroso do que o que lhe desferira o Martelo.? - pág. 152 #coleçãoargonauta #lendoFC #coleçãourânia

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    Robert Silverberg

    Robert Silverberg (15 de janeiro de 1935) é um escritor estadunidense, mais conhecido por seus trabalhos em ficção científica. Foi galardoado várias vezes com os prémios Hugo e Nebula.

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    16 Seguidores
    New York, Estados Unidos

    Robert Silverberg

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