Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas10
    • Leitores794
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Divina Comédia dos Mutantes -

    Carlos Calado

    Editora 34
    1995
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-10: 8573260092
    Português Brasileiro
    4.3
    266 avaliações
    Leram439Lendo18Querem329Relendo0Abandonos8Resenhas10
    Favoritos3Desejados329Avaliaram266

    Uma história que é a síntese de uma época de muitas contradições, contrastes, e de uma efervescência que nossos tempos mauricinhos desconhecem. A descrição de uma saga que não se limita à trajetória atravessada pelo grupo, mas se estende igualmente ao levantamento das circunstâncias que a proporcionaram, o contexto em que ela se desenrolou. O autêntico rock n roll do mutante doido que foram aqueles anos 60/70, assistidos com uma perplexidade extasiante pelo Planeta Terra. Sim. Os Mutantes eram demais - Mathilda Kóvak. Entre a brasa da Jovem Guarda acesa por Roberto Carlos no meio dos anos 60 e a fagulha da Blitz da geração dos anos 80, um cometa loucura riscu o céu da MPB com uma eletrostática de combustão própria. Roqueiros sem cara de bandidos, eles mandaram um abraço para a velharia e casaram anárquicas noivas grávidas com a vanguarda de bermudas, injetando substância na goma de mascar pop. Depois deles, o rock nacional saiu da idade da pedra lascada para a da pedra rolante. E nunca mais criou o musgo. - Tárik de Souza.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (10)Ver mais
    Arsenio Meira picture
    Arsenio Meira23/05/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Como um Mutante

    Excelente o livro do Carlos Calado. Narra, com propriedade, a trajetória dos mutantes, e de tabela, a efervescência musical dos anos 60, com os festivais de música em ebulição e a formação da Tropicália, movimento liderado por Caetano, Gil e Cia, que tiveram nos Mutantes, um baita arrimo. Em linhas gerais Calado explica bem e escreve melhor ainda. Os Mutantes chegaram por volta de 1966 e já com dois pés à frente da turma da Jovem Guarda. Souberam ler com clareza o que acontecia no mundo musical na ocasião e, em vez de meramente copiarem ou virarem pastiche do vanguardismo inglês, optaram por apimentar aquelas modernas sonoridades com muita brasilidade. Tanto musical quanto comportamental. Além da competência instrumental bem acima da média, suas apresentações eram teatralizadas.Tinha humor, coreografias e literalmente, eles se fantasiavam no palco. Os irmãos Arnaldo e Cláudio Baptista tinham um grupo de baile com outros 3 companheiros quando conhecerem Rita Lee.Juntos formaram o grupo O SEIS (embrionário dos Mutantes), que, logo após a entrada de Sérgio Baptista (o habilidosíssimo irmão caçula) se desintegrou, restando apenas Arnaldo,Sérgio , Rita e um baterista itinerante.Se perdeu o interesse pelos palcos, Cláudio, que era meio Prof. Pardal meio técnico em eletrônica, passou a desenvolver instrumentos,pedais e outras bugigangas para o grupo que, com efeito, ajudou à forjar o som da banda (distorções, delays, ecos e pedais de volume). Assim, já com o nome OS MUTANTES, curiosamente sugerido por Ronnie Von, conheceram o maestro Rogério Duprat que não era besta e resolveu adota-los. Duprat, que estava começando a “emoldurar” o som da Tropicália, apresentou o conjunto a Gilberto Gil, e este, sob arranjos do maestro, utilizou a banda nas apresentações de 2 músicas no Festival da Record: BOM DIA (com Nana Caymmi) e DOMINGO NO PARQUE (com o próprio Gil) que levou a Segunda Colocação. A presença daqueles cabeludos psicodélicos empunhando guitarras elétricas ao lado do violão de Gil e da orquestra da Record causou “frisson” e literalmente deixou o público desconcertado. Se o pessoal “cabeça” abominava instrumentos eletrônicos, por outro lado, não podia deixar de admirar o talento e a graça dos Mutantes, e assim, entre protestos e aplausos, o juri, conservador mas competente, negou-lhes o Primeiro Lugar mas carimbou com honras as apresentações da canção maravilhosa e tão brasileira de Gil. O baterista DINHO já era fixo da banda mas constava sempre nos créditos (discos e shows) como convidado e o mesmo se deu com LIMINHA, contra-baixista, que entrou na festa, uma vez que Arnaldo vinha gravando pianos e órgãos que,obviamente, tinha de usar nos palcos.Assim os dois foram definitivamente incorporados e com essa formação, o grupo gravou o primeiro album onde entre outras, se destacaram as canções PANIS ET CIRCENSES (Caetano/Gil) e TREM FANTASMA (Mutantes-Caetano) além de MINHA MENINA (Jorge Ben). Na mesma ocasião participaram do disco-manifesto TROPICÁLIA OU PANIS ET CIRCENSES com Gil,Caetano, Nara Leão, Gal, Tom Zé e outros, todos sob a batuta de Duprat.Também dividiram com Caetano as vaias da platéia “cabeça” (de novo) do FIC-SP, na apresentação de É PROIBIDO PROIBIR e, com sua habitual irreverência, enquanto Caetano abria o esculacho, OS MUTANTES simplesmente, continuaram tocando… de costas. A porrada definitiva veio no ainda careta IV Festival da MPB quando apresentaram suas duas recentes criações: DOM QUIXOTE (Mutantes), uma magistral aula de vocalização sob uma melodia incomum (parecia um mantra ou opereta) e a iconoclasta e moderna (até hoje em dia) 2001 (Rita Lee/Tom Zé). Alicerçada num acompanhamento moda-de-viola animada, com direito à canto com sotaque “bem caipira” na primeira parte e uma levada de rock na segunda parte, a letra futurista de 2001 parecia contradizer a melodia (ah mas como se harmonizavam !). De repente a música pára e entra uma série de efeitos sonoros (coisas do brother Cláudio) voltando invertida. A parte rock vira caipira , terminando com a parte caipira em puro rock and roll. Pronto. Uma revolução em forma de som. O "novo", que sempre vem, deu o ar da graça. Definitivamente. Como um Mutante.

    16 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 266
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Carlos Calado profile picture

    Carlos Calado

    Antes de se dedicar ao jornalismo, atuou como músico (saxofonista) e estudou teatro na USP. Completou seu mestrado em Artes pela Universidade de São Paulo em 1989, com orientação de Jacó Guinsburg. Em 1987 ingressou na redação do jornal Folha de S. Paulo, onde atuou como crítico de música, editor assistente, repórter e redator.[1] Em 1994 deixou a redação, mas continuou colaborando regularmente com jornal. Como repórter e crítico, cobriu dezenas de festivais de música na América do Norte, na Europa, no Caribe e na África. Na década de 90, produziu e apresentou o programa What's New: Um Toque de Jazz (rádios USP FM de São Paulo e Cultura FM de Campinas), ao lado de Flavio Mancini e Ayrton Martini. Em 2000, foi consultor musical e roteirista do documentário O Avesso da Bossa, dirigido por Rogério Gallo. Foi repórter especial do site CliqueMusic (2000-2001) e escreveu para as revistas Vogue, Bravo!, Som Três, Showbizz, Audio News, Principal e Raça Brasil. Colaborou ainda com os jornais Valor Econômico e O Tempo (MG). A partir de 2000 atuou como curador de projetos musicais para diversas unidades do SESC de São Paulo: “Prata da Casa” (Sesc Pompéia, 2000-2003), “Sotaques do Samba” (Sesc Vila Mariana, 2004), “Popular ou Brega?” e “Romântico ou Cafona?” (Sesc Ipiranga, 2004-2005), “Da Malandragem à Pilantragem” (Sesc Pompéia, 2006).

    6 Livros
    0 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Carlos Calado