Um poema épico do autor Hesíodo escrito no século VIII para persuadir seu irmão, Perses, a não cometer outra injustiça, já que por meio de suborno ele havia conseguido uma parte maior da herança e ainda procurava meios de ganhar nova vantagem.
O autor começa descrevendo o mito de pandora e segue com os mitos das cinco raças: a raça de ouro, a raça de prata, a raça de bronze, a raça dos semideuses e heróis e a quinta raça; a de ferro, da qual os homens atuais fazem parte.
A seguir Hesíodo conta uma fábula sobre um falcão e um rouxinol. Esta fábula (no sentido consagrado sob o nome de Esopo) é a primeira manifestação do gênero na literatura ocidental que conhecemos.
Em Os Trabalhos e os Dias, Hesíodo, assim como na Teogonia, se diz inspirado pelas Musas para cantar a verdade e a justiça, denunciando os homens maus, tornando-se mais uma vez instrumento das deusas ao defender o trabalho como saída honrosa da pobreza e condenar o ócio. Ele, ainda, lamenta fazer parte da raça de ferro onde a moral do homem é desrespeitada assim como os deuses.
Esse poema é quase um manual que dita que a moralidade se ancora no trabalho e na justiça. Hesíodo se introduz no poema de forma, pessoal e íntima inclusive citando o irmão e cobrando dele um bom proceder. Ele aborda de maneira didática questões da condição humana que continuam atuais, mesmo após tantos séculos, tornando, essa, uma leitura essencial para os leitores de clássicos.
Eu gostei do livro e recomendo.