A filosofia na era trágica dos gregos (Coleção L&PM POCKET #959) -

    Friedrich Nietzsche

    L&PM
    2011
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-13: 9788525423047
    Português Brasileiro

    Escrito entre 1873 e 1874, "A filosofia na era trágica dos gregos" é um texto fundamental do primeiro período do pensamento nietzchiano. Ao lecionar uma disciplina sobre filosofia pré-socrática na Universidade da Basileia, na Suíça, Nietzsche se sentiu fascinado pelo modo como esses filósofos aliavam o pensar e o viver. É a partir de pequenos ensaios sobre filósofos como Tales de Mileto, Anaximandro, Heráclito, Parmênides e Anaxágoras que Nietzsche revela a polifonia do pensamento grego. Remontando ao berço da filosofia ocidental, resgata a visão de mundo pré-socrática e a contrapõe à visão de mundo moderna, um tempo que, segundo o filósofo, sofre de uma "formação universal, mas [é] desprovido de cultura e de qualquer unidade de estilo". Em "A filosofia na era trágica dos gregos", Nietzsche reflete sobre o espírito filosófico de seu tempo, sobre a ciência e o homem, e reafirma que o maior legado dos pré-socráticos é a liberdade de pensar por si mesmo. Apresentação e tradução de Gabriel Valladão Silva.

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    Vinicius Mercer08/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Preciosíssima reconstrução do pensamento grego pré-socrático - ou pré-platônico, como o autor prefere utilizar. A melhor com que já tive contato até agora, considerando-se, obviamente, a imprecisão com que são formuladas tais reconstruções, visto que os materiais pré-socráticos originais são poucos e o conhecimento sobre eles, menor ainda. Aqui são feitas considerações sobre a filosofia de Tales e a sua investigação sobre o princípio natural do mundo como realidade para além do homem e suas fantasias; Anaximandro e a sua filosofia do indefinido - ou eterno-ser - e de que forma ele torna-se "vir-a-ser"; Heráclito e o seu "mundo como jogo de Zeus", tendo o "vir-a-ser" como única realidade; Parmênides e Zenão, sua crítica ao múltiplo concebido pelos sentidos, sua crítica primeira ao "aparato cognitivo" e sua defesa da unidade como única realidade eterna e imutável; Anaxágoras, seus incansáveis debates - sendo alguns deles apenas imaginados pelo autor - com Parmênides, sua defesa da multiplicidade infinita e o seu "espírito" como "movimentador inicial e arbitrário" que a si e a tudo move sem ser movido. Adianto que, tratando-se de uma reconstrução, não é um texto imparcial, mas, ainda assim, vale como guia em uma viagem à antiga Grécia pré-socrática.

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