O Retrato de Dorian Gray -

    Oscar Wilde

    Landmark
    2009
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788588781429
    Português Brasileiro

    Oscar Fingall O’Flahertie Wills Wilde, um dos maiores nomes do século XIX, publicou inicialmente O RETRATO DE DORIAN GRAY no periódico norte-americano Lippincott’s Monthly Magazine em 20 de junho de 1890, 10 anos antes de sua morte. Esta versão original é o lançamento que a EDITORA LANDMARK promove junto aos seus leitores, em uma edição bilíngue com os 13 capítulos originais publicados pela revista norte-americana, sem as alterações posteriores. Em 1891, a editora Inglesa Ward, Lock and Company lançou o título de Wilde após diversas exigências e modificações que deveriam suavizar a trama, abrandar a influência negativa de Lorde Henry e moderar o relacionamento de Gray com o pintor Basil, constituindo assim uma segunda versão mais amena. O lançamento de O RETRATO DE DORIAN GRAY pela EDITORA LANDMARK resgata a obra em sua forma original e oferece ao público a versão mais densa, explícita e polêmica, do romance de Wilde. Dorian Gray é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward numa pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se inspiração à Basil em diversas outras obras, cuja paixão pelo rapaz é velada no texto. Devido ao fato de todo seu íntimo estar exposto em sua obra prima, Basil não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade. O desfecho da história é surpreendente, cuja chave está n’O RETRATO DE DORIAN GRAY. O clássico despertou grande polêmica na Inglaterra Vitoriana pelo comportamento indiferente, pelo Esteticismo como principal tema e pela dualidade do personagem principal, hedonista e conservador, que frequenta tranquilamente reuniões da alta sociedade inglesa após cometer inúmeros crimes e assassinatos.

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    Dominique Sampaio picture
    Dominique Sampaio02/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um emaranhado de verdades, que teimamos em não enxergar...

    Fascínio! É a única palavra que me vem a mente quando me recordo da leitura de Dorian Gray. Como tudo na vida, o que nos é proibido, é gostoso, tentadoramente irresístivel. E Henry Wotton vem desmistificar para Dorian Gray, o pecado em toda a sua glória. Todos os desejos reprimidos, pensamentos ocultados sob o véu do medo e da moralidade, Henry expulsa com ideias totalmente insanas. Para ele, o que vale realmente é o agora, enquanto, somos jovens e belos, e possuímos o mundo a nossos pés. Li-o aos poucos como quem quer provar vagosamente algo realmente tentador... Henry não somente fascina Dorian, fascina ao leitor. Fascinou a mim. Suas ideias... ahh, se dessemos asas a elas, seriamos totalmente pervetidos e mundo seria um caos maior do que já é... Por outro lado, nossa alma, ahhh, essa sim, seria digna de análise. "Aquele retrato seria para êle o mais mágico dos espelhos. Do mesmo modo que lhe havia revelado seu próprio corpo, haveria de revelar-lhe sua própria alma." Em muitos momentos, durante a leitura, eu parei para refletir... se eu tivesse um retrato que mostrasse como minha alma realmente é, o que ele mostraria? Confesso que não gostaria de ver. Com Dorian não foi diferente, em diversas ocasiões, ele tinha nojo e medo de olhar-se no retrato e ver como sua alma estava manchada. Porém, em outros momentos, ele ficava enamorado por sua pervesidade e face manchada pelo pecado. Houve uma parte, no ápice da trama, em que eu tive que parar a leitura, foi demais para mim. Ele me causou nojo. Repugnância. Como Dorian pode machucar a única pessoa que se importou com ele? A única que indicou o caminho certo a percorrer e a única que acreditou que ele era um ser livre de pecados? Parei durante dois dias de ler, eu não conseguia chegar perto do livro tal foi minha dificuldade de compreender o que havia se passado. Cinco estrelas é pouco para classificar esse livro. Simplesmente, ele mostrou mais de mim mesma, do que jamais eu gostaria de ter lido. Há não ser que você seja santo, você também se identificará com Dorian Gray, o anjo caído.

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