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    Os Intérpretes (Vozes da África) -

    Wole Soyinka

    Ed.70
    1980
    278 páginas
    9h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
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    Favoritos0Desejados118Avaliaram2

    Um grupo de 6 jovens nigerianos, formados no estrangeiro, culturalmente suspensos e mal instalados entre a cultura tradicional africana e as estrangeiras sobrevindas, interpretam suas vidas, recordações, ideais, contradições, traumas. E a sociedade, do ponto de vista sócio-cultural e político.

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    Ricardo de Almeida Rocha30/07/2011Resenhou um livro
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    a teoria econômica de Schumpeter diz que o desenvolvimento econômico é gerado a partir de uma inovação, que depois copiada passa a fazer com que tudo seja inovação, e como sobe-se com isso um degrau no desenvolvimento. Mais tarde aparecerá uma outra inovação, novas reproduções, e um novo ciclo. Etc. Na literatura, tem-se por inovação algumas reproduções, cópias do que um dia foi de fato inovação. os prêmios literários atuais mostram novidades iguais, que diferem às vezes num modo de fazer os diálogos – pode ser vírgula-maiúscula, por exemplo, como em Saramago. ou a omissão do travessão como em alguns vencedores do book-prize, não para um ganho narrativo, mas simplesmente por ser moda entre os cults. Coisas do tipo. a inovação eventualmente pode sim se utilizar dessas coisas, mas está ligada a algo além, que não trata da forma, mas do que se passa entre as linhas. Nesse sentido, embora aparentemente convencional, a narrativa de Wole Soyinka transpira inovação, sobretudo porque não tem em mente a inovação, mas o dizer, o saber dizer, o melhor dizer. Cenas antológicas como a de Simi e Egbo respaldam: aqui há inovação. Mas o mundo literário pouco, ao contrário do que acontece com a tecnologia, pouco ganhou – porque esse inovador é nigeriano? Sabe-se lá. Ele não foi copiado – mal aparece no Google, em comparação com os grandes do Primeiro Mundo. E o nascer desse mundo que oferece em Os intérpretes não chega com um estrondo mas com um suspiro.

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    Akinwande Oluwole Babatunde Soyinka

    Soyinka nasceu em uma família humilde de origem iorubá em Abeokuta, Nigéria. Ele fez o primário escolar em Abeokuta e o secundário no Government College, em Ibadan. Soyinka fez faculdade na University College (1952-1954), em Ibadan, e na University of Leeds (1954-1957), na Inglaterra, onde ele se formou com menção honrosa em Literatura inglesa. Ele trabalhou no Teatro da corte real (Royal Court Theater) em Londres antes de retornar a Nigéria para se dedicar ao estudo da dramaturgia africana. Soyinka lecionou nas universidade de Lagos e Ife (tornando-se professor de Literatura comparativa nesta instituição de ensino em 1975). Em 1986 foi agraciado com o Nobel de Literatura, sendo considerado o dramaturgo mais notável da África.

    19 Livros
    22 Seguidores

    Akinwande Oluwole Babatunde Soyinka