Edgar Allan Poe (Pequenas Biografias Insólitas #7) - Nunca Estive Realmente Louco

    Ivan Schmidt

    Letras Contemporâneas
    1998
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-10: 8585775300
    Português Brasileiro

    Nunca Estive Realmente Louco - Sem tentar explicar a obra, o jornalista curitibano Ivan Schmidt ensaia nesta pequena biografia, com um ficcional, uma viagem à vida e ao universo do escritor Edgar Alan Poe, autor, entre outros, do poema O Corvo e, segundo Jorge Luis Borges, o pai do romance policial moderno.

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    Priscila Pieper Kuster picture
    Priscila Pieper Kuster25/02/2020Resenhou um livro
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    EDGAR ALLAN POE: NUNCA ESTIVE REALMENTE LOUCO

    Se tentarmos contar uma história vivida por nós mesmos já é uma tarefa complicada, imagina querer contar a história de outra pessoa. É quase impossível. A dificuldade está em encontrar fontes confiáveis ou quem sabe, apenas em encontrar as ditas fontes. Outras vezes, a dificuldade está em ser neutro no momento de escrever, evitando tomar partidos. Independente de quais forem as dificuldades encontradas pelo autor, a tarefa de escrever uma biografia, se torna ainda mais dificultosa quando se trata de uma biografia de um falecido. Em especial de uma pessoa tão complexa quanto Allan Poe. Não se limitando apenas à loucura, Allan Poe chegou à posição do “louco” mais conhecido, se tornando um dos poetas e escritores referência no mundo literário. Poe é nada mais nada menos que, um dos maiores poetas de língua inglesa. Suas obras foram traduzidas por Machado de Assis, Boudelaire, Mallarmé, Fernando Pessoa… Só gente ruim, né? (entendam o sarcasmo, por favor). E foi considerado por Borges, o criador do conto policial. Edgar Allan Poe: Nunca Estive Realmente Louco, nos apresenta uma visão diferente da vida do escritor. Apesar da “fama”, Poe era extremamente melancólico, infeliz e solitário, o que o influenciou a beber e se aproximar das drogas. Seus vícios em álcool e ópio, juntamente com à melancolia e suas neuroses, cobraram o preço e aos 40 anos, o escritor americano faleceu. . A linguagem simples, fluida, em tom quase ficcional de Schmitd, traz uma leitura até certo ponto prazerosa, mas nem de longe livre das lágrimas. Para os especialistas, o choro vêm pelo “furos” da história, que deixam a obra um pouco aquém do esperado, e para os leigos, as lágrimas chegam pela emoção. Mas apesar de qualquer coisa, o livro é de grande valia, uma leitura obrigatória para os curiosos de plantão e fãs do escritor.

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