A ação se dá em 1850; o afastamento no tempo e no espaço confere ao romance uma perspectiva melancolia e lírica. É uma obra romântica mas sem os deveneios indecisos que tantas vezes prejudicaram a escola romântica. É realista, no sentido em que a vida também é uma luta.
Pan é uma espécie de alter ego do autor da obra.
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Glahn, caçador incomparável, conhece todos os animais, todos os pássaros, capta o murmúrio das árvores e dos ventos da montanha, tem uma ternura por cada flor, para cada moita do caminho.
Glahn reconhece na natureza pura e simples seu lar, sua casa, é nela que ele se realiza, quando está em sociedade ele se vê deslocado, é tomado por um sentimento de volta a origem.
Nesse sentido o livro - Pan - vem caracterizado por um sentido telúrico a que não é estranha uma áurea mitológica.
Há um entretecimento psicológico conflituoso que dá vida à narrativa.