A Vida Imortal de Henrietta Lacks -

    Rebecca Skloot

    Casa das Letras
    2011
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9789724620213
    Português Brasileiro

    O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada numa plantação de tabaco, trabalhando a mesma terra que os seus antepassados escravos. Mas as suas células ¿ retiradas sem o seu conhecimento ¿ tornaram-se numa das ferramentas mais importantes na Medicina: as primeiras células humanas «imortais» da ciência. Ainda estão vivas hoje, embora Henrietta tenha morrido há mais de sessenta anos. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite; contribuíram para os avanços médicos nas áreas de estudo do cancro, dos vírus e dos efeitos da bomba atómica; originaram descobertas médicas importantes, como a fertilização in vitro, clonagem e mapeamento de genes; e, consequentemente, foram compradas e vendidas através de contratos multimilionários. No entanto, Henrietta Lacks permanece praticamente desconhecida. Neste livro Rebecca Skloot conduz-nos numa extraordinária viagem, começando pela ala «de cor», do Johns Hopkins Hospital, em 1950, até aos grandes laboratórios cheios de células HeLa. A família de Henrietta não sabia da sua «imortalidade» e, embora as suas células tenham lançado uma indústria multimilionária, nunca viram um tostão. Como Rebecca Skloot tão brilhantemente mostra, a história da família Lacks está indissoluvelmente ligada à história da ciência, ao nascimento da bioética e às infindáveis batalhas jurídicas sobre se podemos controlar a matéria de que somos feitos.

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    Miguel Luís  picture
    Miguel Luís 03/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Henrietta Lacks possuí uma das histórias mais assustadoras e fascinantes do século XX. Americana negra que morreu em agonia de câncer em uma enfermaria de hospital destinada a “pessoas de cor” em 1951. Suas células, retiradas sem seu consentimento (ou mesmo conhecimento) durante uma biópsia, mudaram a história médica, sendo usadas até hoje e em todo o mundo para o desenvolvimento de inúmeros medicamentos. A escritora-investigativa Rebecca Skloot mostra nos relatos desse livro corporificar a pessoa humana atrás do nome que por muito tempo foi apenas uma referência para a origem de lâminas com material genético. Através de entrevistas com filhos, netos e o viúvo de Henrietta, a autora discute as complexas questões éticas envolvidas, como por exemplo até que ponto o bem de uma maioria deve se sobrepor a do indivíduo.

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