Aqui está tudo o que Michael Jackson preferia que fosse esquecido: as acusações de abuso sexual, as diversas cirurgias plásticas, o processo de mudança de cor da pele, o casamento com Lisa Marie Presley. Em Michael Jackson: Uma Biografia Não Autorizada, Christopher Andersen mostra os bastidores do império de Michael, relata suas manias e crises de pânico e revela o que está por trás da desesperada tentativa do vantor de mudar sua aparência.
Michael Jackson - Uma biografia não-autorizada -
Christopher Andersen
Cuidado com as armadilhas...
Antes de tudo, é preciso ressaltar que o autor Christopher Andersen vem da imprensa de fofoca - dos tabloides -, e não dos cadernos musicais. As biografias de sua autoria se apóiam em escândalos pessoais. Foi assim com seus livros sobre Mick Jagger, Madonna e principalmente sobre Michael Jackson. É aquilo: todo mundo fala o que quer, ninguém prova nada e fica tudo por isso mesmo. Sempre os mesmos truques para vender livros: "aqui está tudo que fulano não queria ver publicado". O texto de Andersen mascara diversas armadilhas. Em "Michael Jackson - Uma Biografia Não Autorizada", o autor manipula informações a partir de entrevistas com fontes duvidosas para justificar seu julgamento pessoal sobre Michael Jackson. O retrato é bastante parcial: favorece as fontes "avessas" ao cantor, simplesmente omitindo o outro lado da história. Num tom moralista e jocoso, o leitor é induzido a pensar Michael Jackson a partir das intenções pré-estabelecidas do biógrafo. Descamba fácil para a baixaria. Vale lembrar que o livro foi publicado no ranço do frenesi das primeiras acusações de pedofilia sofridas por Michael, entre 1993 e 1994. Foi um prato cheio para a imprensa marrom: todos deitaram e rolaram, ganharam muito dinheiro em cima - só Michael Jackson perdeu. Cristopher Andersen foi um dos espertos da vez: apostou no escândalo e saiu lucrando em cima de quem absorve qualquer coisa sem questionar. Disse o renomado jornalista Gay Talese, na FLIP 2009: "A imprensa americana matou Michael Jackson. Ele morreu difamado antes de ter morrido. Foi condenado pela mídia antes do julgamento oficial, que o absolveu (...). Agora que está morto todos se lamentam, como se sua morte fosse uma tragédia nacional. Mas ele já era uma tragédia nacional todos esses anos e ninguém o ajudou". Todo jornalismo precisa ler lido com cuidado, principalmente as biografias. Outro sábio era Lester Bangs, que há muito tempo entendeu: "Os ídolos são feitos para serem destruídos". Christopher Andersen faz fama com esse tipo de trabalho sujo.
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