O Monte Cinco -

    Paulo Coelho

    Objetiva
    1996
    284 páginas
    9h 28m
    ISBN-10: 8573020954
    Português Brasileiro

    “Elias tornou a levantar os braços para os céus: 'Meu povo afastou-se do Senhor por causa da beleza de uma mulher. A Fenícia pode ser destruída, porque um sacerdote pensa que a escrita é uma ameaça aos deuses. Por que Aquele que criou o mundo, prefere usar a tragédia para escrever o livro do destino?' Os gritos de Elias ecoaram pelo vale, e voltaram aos seus ouvidos. 'Você não sabe o que diz', respondeu o anjo. 'Não há tragédia, mas o inevitável. Tudo tem sua razão de ser: Você só precisa saber distinguir o que é passageiro, do que é definitivo'. 'O que é passageiro?', perguntou Elias. 'O inevitável'. 'E o que é definitivo?' 'As lições do inevitável'.” No dia 12 do mês de agosto de 1979, eu fui dormir com uma única certeza: aos 30 anos de idade, eu estava conseguindo chegar ao topo de minha carreira como executivo. Quando acordei, recebi um telefonema do presidente da gravadora: acabava de ser despedido, sem maiores explicações. O inevitável aconteceu, justamente no momento em que eu me sentia mais seguro e confiante. Penso que não estou só nesta experiência; o inevitável já tocou a vida de todo ser humano na face da Terra. Alguns se recuperaram, outros cederam – mas todos nós já experimentamos o roçar de asas da tragédia. Por quê? Para responder a esta pergunta deixei que Elias me conduzisse pelos dias e noites de Akbar.

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    Clio08/04/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Paulo Coelho não é o mais original dos escritores e seus tocam muitas vezes na linha fina que divide as histórias populares do plágio. Esse livro foi lançado após a polêmica ser levantada e diminuir em mais da metade da sua vendagem em terras tupiniquins. O Monte Cinco é uma romantização da história do profeta Elias e tem uma escrita que beira o romântico e o trágico. O desespero de Elias, que na história não quer realmente ser um profeta, se dá pelas desgraças que ele sabe que vão acontecer, assim, a grande questão é como se reconciliar com um Deus que faz seu próprio povo sofrer? Não há uma respostas por parte do escritor, mesmo após quase trezentas páginas. Mas essas, auxiliadas pela narrativa dinâmica empregada passam voando.

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