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    Breakfast of champions -

    Kurt Vonnegut

    Delacorte Press
    1973
    166 páginas
    5h 32m
    ISBN-10: 0385280890
    4
    70 avaliações
    Leram111Lendo4Querem58Relendo1Abandonos3Resenhas6
    Favoritos1Desejados58Avaliaram70

    Breakfast of Champions, or Goodbye Blue Monday is a 1973 novel by the American author Kurt Vonnegut. Set in the fictional town of Midland City, it is the story of "two lonesome, skinny, fairly old white men on a planet which was dying fast." One of these men, Dwayne Hoover, is a normal-looking but deeply deranged Pontiac dealer and Burger Chef franchise owner who becomes obsessed with the writings of the other man, Kilgore Trout, taking them for literal truth. Trout, a largely unknown pulp science fiction writer who has appeared in several other Vonnegut novels, looks like a crazy old man but is in fact relatively sane. As the novel opens, Trout journeys toward Midland City to appear at a convention where he is destined to meet Dwayne Hoover and unwittingly inspire him to run amok.

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    Resenhas (6)Ver mais
    túlio picture
    túlio19/02/2025Resenhou um livro
    0

    Lendo pela segunda vez, dessa vez depois de explorar e estudar um pouco mais do trabalho do Vonnegut. há alguns anos, em 2012-2013, eu pensei em uma estória similar: o Criador faz sua obra, designando suas funcionalidades e movimentos. a obra ganha autonomia e passa a existir por seus próprios desígnios enquanto o Artesão apenas assiste. Ele ainda pode agir, mas escolhe apenas observar. mais ou menos o que acontece aqui. daí que em 2019 eu li esse livro pela primeira vez - a tradução do Daniel Pellizzari. dessa vez o que mais me chama atenção aqui é o que Kurt faz com o romance: de acordo com o autor, um dos problemas da Literatura americana é dividir os personagens em protagonistas, suporte, moral e lição. o resultado disso é que essa estrutura passa a imperar na forma como se vive, na realidade que se entende. nós, humanos, somos moldados pelos livros que lemos e pela estrutura deles. em outro momento ele diz que nossa capacidade de dialogar, de comunicar, também se forma pelo que ouvimos em rádios, televisões e novelas - o maior exemplo disso é que todos os negros de Midland sabem recitar os cantos dos pássaros por ouvirem de uma outra personagem que me foge o nome. eles repetem o canto e também a frase que ela dizia inteoduzindo o som dos animais. o que tiramos daí? bom, somos todos máquinas que vivem de mimetizar uns aos outros. nossa realidade se respalda na estrutura que os livros nos dão, nosso diálogo é na cadência e no ritmo do que ouvimos de novelas e rádios. um momento muito interessante é quando Vonnegut diz que seus personagens falam frases curtas e de palavras simples porque anteriormente em Midland (a cidade da obra) se os brancos não conseguissem interpretar um poema ou uma obra, eles não eram dignos de aprender o idioma. os negros, por sua vez, cagavam e andavam e falavam como bem entendessem, a linguagem do gueto, das ruas, das comunidades. se o problema da “América” são os livros, como resolver? bom, em vários videos no youtube dá pra encontrar o Kurt falando sobre “a forma da estória (sim, com “es” memo, estória não quer ser história, já dizia Guimarães Rosa). ele faz um gráfico esboçando algumas das estórias mais famosas do ocidente e seu formato, sua estrutura, seu vai e vem, seus pontos altos e baixos. e aqui ele bota tudo isso em jogo: não existe um protagonista, não existe uma lição ou até mesmo uma moral. é tudo um jogo. uma forma de lidar com o que se tem. todas as vidas são conectadas, são parte de um macrocosmo. chega de personagens descartáveis. todo mundo aqui é importante, todo mundo aqui é alguém, vem de algum lugar e tem uma vida. ao mesmo tempo, o Narrador aqui é ele próprio. ele está inserido no livro, na vida de seus personagens. temos uma ideia do que vai acontecer com eles uma vez que o livro se encerrar. somos apresentados a apenas um recorte de tempo na vida deles. ele escolhe o que acontece e o que não. curiosamente, ao mesmo passo que ele quebra as regras da Literatura, ele também as aplica. como se dissesse: “viu? é assim que nós fazemos. é assim que sempre fizemos. tudo acontece porque eu quis.”

    1 curtida

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    Avaliações

    4 / 70
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas1%
    Kurt Vonnegut profile picture

    Kurt Vonnegut

    Kurt Vonnegut Jr. (Indianapolis, 11 de novembro de 1922 - Nova York, 11 de Abril de 2007) foi um escritor estadunidense de ascendência germânica. Concluída a formação em Química, alistou-se no exército e combateu na Segunda Guerra Mundial. Feito prisioneiro, presenciou o bombardeamento de Dresden. Após a Guerra, formou-se em Antropologia. É autor de vários romances, ensaios e peças de teatro, entre os quais se destacam Player Piano (Revolução no Futuro) de 1952, Cat’s Cradle de 1963, Slaughterhouse-Five (Matadouro 5) de 1969, Breakfast of Champions (Café-da-Manhã dos Campeões) de 1973 e Galápagos de 1985.[1] Sua última obra foi Look at the Birdie de 2009, livro póstumo com uma coleção de contos e ensaios. Vonnegut morreu em 11 de abril de 2007, semanas após uma queda em sua casa em Manhattan que resultou em graves complicações cerebrais.[1]

    52 Livros
    276 Seguidores

    Kurt Vonnegut