Este romance relata as muitas viagens de um arqueólogo por diferentes lugares e também por suas reminiscências, suas e daquelas com quem conviveu. O narrador tenta capturar episódios de vidas marcadas por tristeza, pesar, consternação, mas também por paixões de juventude, amor, afeto, fugas, saudade. Livro profundamente humano que reflete sobre nossa frágil condição, numa visão ora trágica, ora descontraída, em um cenário muitas vezes de sol claro e frequentemente de sombra crepuscular. É um relato comovente sobre possibilidades frustradas, desencanto, desprendimento heróico e profundas reflexões sobre o passado e o presente, sobre a arte e o itinerário do gênero humano. O autor adota a técnica da “mise em abîme” que consiste em contar histórias dentro da história – a narrativa se desdobrando em diferentes outras narrativas como se fossem ecos de dentro do abismo.