Agosto de 2011
"Os segredos que o Brasil esconde" trouxe cinco histórias pouco conhecidas que divergem opiniões: planos de desenvolvimento de bomba atômica no governo militar; a morte de Jango como assassinato atribuído à Operção Condor; os campos de concentração de Getúlio Vargas; a história mal contada da aquisição pouco onerosa ao Brasil do Acre; e peculiaridades da ação brasileira na Guerra do Paraguai. Cada aspecto tem suas particularidades, como a entrada do Brasil no segundo conflito mundial por pressão dos EUA (não necessariamente como resposta a torpedeamento que sofrera, outra história mal contada). Certamente a história brasileira e mundial tem muitas inverdades e do que foi apresentado fico sempre impactado com o papel terrível de nossa nação no conflito com o Paraguai. Foi citado a estratégia de terrorismo biológico usado pelo Duque de Caxias (ao despejar corpos de vítimas de endemias no rio Paraguai para contaminar as populações); a chacina indistinta com requintes de crueldade a militares e civis; ataque a hospital e a famigerada Batalha de Campo Grande, onde o exército brasileiro matou centenas de crianças que haviam sido convocadas para as tropas paraguaias, praticamente sem representar qualquer perigo e com barbas postiças. O texto não citou, mas a cavalaria passou por cima, os soldados não contiveram o ímpeto mesmo sabendo tratar-se de crianças ou adolescentes e muitas mães que vieram em socorro foram também mortas. Os principais responsáveis por essa vilania foram o Conde d'Eu (esposo da Princesa Isabel, numa ação para criar fama de vitória) e Dom Pedro II (que mesmo com o Paraguai já derrotado, insistiu para que o final da guerra fosse somente com a captura do tirano Solano Lopez). Se o imperador insistiu por influência de conselheiros ou por livre iniciativa, seja como for, teve sua aprovação o andamento do conflito, o que desencadeou verdadeiro genocídio. "O pai democracia" destacou a Grécia antiga sob influência de Sólon, que foi poeta e legislador que reformou a democracia por volta do século 5 a.C. Até então, os governos eram marcados pelo domínio aristocrata com transferência hereditária. Sólon abriu a possibilidade para outros nobres, desde que fossem ricos. Parece pouco efetivo, mas assim era a democracia, que a partir daí cresceu na adesão popular. Falando em reforma de governos, na seção atualidade tem algumas considerações interessantes do que foi a Perestroika e Glasnost, que culminaram no fim da URSS em 1991. Em linhas gerais, o modelo de governo isolado, de controle estatal, estava em desajuste com o andamento da economia mundial, onde a informação cada vez mais em destaque promovia globalização, desenvolvimento e a estatização deixava as empresas engessadas pela burocracia. Esta pouco estimulava a competitividade e consequentes avanços, além de existir muita corrupção. Era preciso sair do isolamento, conceder mais autonomia às empresas, estimular a competição em busca de desenvolvimentos, ganhos e participar de maneira mais aberta no mercado globalizado. Assim, a perestroika promoveu a reforma na economia e a glasnost representou a abertura política com maior participação na globalização. Mais ou menos isso, não se resumindo nessas coisas... Os aspectos que mais curti na edição, lida nos idos do protagonismo da Covid-19 em Macapá...


