A fantástica descoberta do exército de Napoleão que levou o mundo a decifrar os hieróglifos e desvendar 3 mil anos de história do Egito antigo.
Aventuras na História Nº 79 (Fevereiro de 2010) - Pedra de Rosetta
Abril
Fevereiro de 2010
"Terra Prometida" A reportagem mais interessante em minha leitura, sobre a história do Birobdjão, na antiga União Soviética, que no início do século 20 foi o primeiro território autônomo dos judeus com o conceito de nação moderna. Segundo o texto, a ocupação teve interesses dos soviéticos em região com pouca densidade demográfica e em disputa com chineses. Contudo, havia incentivo para formação de cidadãos com identidade russa e não judia, além de dificuldades na adaptação ao ambiente. Começou a ser ocupado em 1928 e foi oficializado como distrito autônomo em 1934. É uma história pouco conhecida e ainda existem remanescentes judeus. Estudiosos acreditam que estão fadados ao desaparecimento progressivo e autoridades judaicas defendem a criação de uma república independente. Legal se a reportagem tivesse sido capa da edição e também ampliada em informações. O assunto pode ser retomado na atualidade. "Barracos no laboratório" Sobre desentendimentos entre cientistas, onde uma das rixas mais célebres foi a de Thomas Edson e Nikola Tesla, na discussão sobre corrente contínua e alternada. Espantoso como Thomas Edson, movido por interesses comerciais, jogava pesado e de maneira sensacionalista (com espetáculos de eletrocutamento de animais) para divulgar e tentar prevalecer a ideia da corrente contínua (mas foi superado pelas propostas de Tesla). Na atualidade tem um cientista britânico, Michael Levitt (Prêmio Nobel em Química), que tem contestado estudiosos da Covid-19, a torto e a direito afirmando que o lokdown e quarentena impostos pelas autoridades mundo afora são perda de tempo. Olha aí mais uma polêmica entre cientistas... "A chave do passado" Reportagem de capa, sobre a Pedra de Rosetta, descoberta por expedição de Napoleão ao Egito no final do século 18. Traz o contexto de época, representatividade do achado, como o texto foi decifrado (apresenta informações de um decreto egípcio antigo da época dos Ptolomeus, em grego, demótico e hieróglifo egípcio) e a representatividade histórica dessa descoberta. Curioso terem existido sete Cleópatras (a famosa na história foi a sétima) e 15 Ptolomeus (que eram governantes egípcios de origem grega). O texto da pedra informa sobre fortalecimento a certos costumes, o que era importante para aceitação e manutenção dos Ptolomeus no poder. "Cheias de encantos mil" Sobre as marchinhas de carnaval, destacando o escracho e crítica social. Achei a abordagem incompleta, pois nada citou sobre mensagens politicamente incorretas e até mesmo racistas. Encheram a bola e só. Mas só isso é o que elas não são... "Sherlocks de carne e osso" A reportagem colocou em paralelo a criação do famoso detetive inglês e a polícia inglesa (Scotland Yard). São do século 19 e as histórias policiais, em sucessos e insucessos, inspiraram as do detetive, que praticamente desvenda tudo (muito em decorrência de alguns casos famosos que não foram desvendados, como o de Jack, o estripador). A reportagem também mostrou alguns famosos detetives ingleses no contexto do século 19. Dessa reportagem vem referência a um livro sherlokiano que vou deixar como sugestão de leitura: "Um escândalo na Boêmia". Nele encontramos a personagem Irene Adler, que foi uma das poucas pessoas que conseguiu enganar o maior detetive da literatura. Olha, fiquei curioso! Tá registrado a sugestão... Oitavo dia de lockdown em Macapá. A situação está alarmante na saúde pública e a cidade amanheceu num zum zum zum sobre o programa do Cabrini exibido ontem a noite sobre a Covid-19 em Macapá. Realidade chocante e muito triste...
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