Na reportagem de capa, muitos dos nazistas que ficaram impunes, escondendo-se em nações como o Brasil no pós guerra, eram super educados e galantes, despertando empatia.
Mengele foi descrito com essas características, contando também com ajuda de parentes, amigos, simpatizantes dos nazistas, pessoas alienadas, aparente conivência de governos e, obviamente, "dinheiro que tudo compra" para se manter impune.
A reportagem citou nazista preso na nação (Franz Paul Stangl, em 1967) e o caso merecia reportagem a parte com os desdobramentos.
Faltou referências a outro aspecto, de que criminosos como esse tiveram ajuda de alguns sacerdotes católicos na vinda para a América Latina.
"Trovadores modernos" destacou a literatura de cordel e o aspecto que achei mais curioso foi a caracterização como fonte de informação relevante no início do século 20, pois parecem jornal em poesia, como vemos em "As Aflições da Guerra da Europa", publicado em 1915 por Leandro de Gomes Barros (considerado o maior cordelista).
Entre os cordéis citados cabia referências mais do que justas para "Os cabras de Lampião", publicado em 1966 por Manoel D'Almeida Filho. Existem literatos que classificam entre as mais importantes obras do século 20, onde vemos relato biográfico minucioso, extenso e extremamente interessante sobre Lampião, seu bando e o fenômeno do cangaço.
Tem também reportagem curiosa sobre obeliscos do Egito antigo espalhados pelo mundo, em pelo menos sete nações; e o esportista que mais acumulou fortuna em todos os tempos (o romano Caius Appuleios Diocles, que teve mais de 4 mil vitórias em corridas com quadrigas no século 2, juntando patrimônio que hoje seria convertido em mais de 9 bilhões de dólares, marca que nenhum esportista da atualidade chega perto).
Leitura em Macapá, contexto da pandemia...