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    Patriotas e traidores (Clássicos do Pensamento Radical) - Antiimperialismo, política e crítica social

    Mark Twain

    Fundação Perseu Abramo
    2003
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-10: 2147483647
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
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    Mark Twain (1835-1910), autor de As aventuras de Tom Sawyer, é considerado um “clássico” da ficção norte-americana. No entanto, toda a sua produção crítica sobre o imperialismo em geral e o expansionismo imperialista norte-americano em particular, publicada no começo do século XX, foi deliberadamente censurada durante décadas por parte do establishment editorial e acadêmico norte-americano. Este livro, organizado pela professora Maria Sílvia Betti (USP), reúne pela primeira vez no Brasil os principais – e surpreendentes – textos de Twain sobre antiimperialismo, política e crítica social.

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    paulo césar pinto picture
    paulo césar pinto09/12/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    bom livro

    “Parece-me que nosso prazer e dever seria tornar livres aquelas pessoas e deixar que elas próprias resolvam sozinhas as suas questões internas. E é por isso que sou antiimperialista. Eu me recuso a aceitar que a águia crave suas garras em outras terras.” MARK TWAIN RESENHA uma coletânea de discursos e escritos de Mark Twain. Entre o final do séc.xix e começo do séc. xx, o nascente imperialismo americano encontrava forte oposição entre muitos americanos, dentre eles se destaca Mark Twain. Discursos e artigos de Twain contra a anexação do Havaí, a intervenção americana nas Filipinas e a intervenção belga no Congo revelam um escritor engajado politicamente, defensor dos fundamentos de liberdade e democracia, que na sua opinião deveriam valer igualmente para todas as nações. Defendia a utilização de força militar apenas para defesa nacional ou em apoio a outros povos que igualmente buscassem aqueles ideais de liberdade e democracia que fundaram a nação americana. Cabe ressaltar que Twain vivia numa época anterior a 1a e 2a grandes guerras e os eua ainda não haviam sido chamados a intervir num mundo em caos onde sua participação/intervenção naqueles conflitos seria decisiva. Seria Twain um patriota ou um traidor? Essa pergunta o próprio Twain tenta responder num dos seus discursos contra a intervenção americana nas Filipinas. Embora seja uma coletânea de textos políticos este livro termina com o clássico conto "O HOMEM QUE CORROMPEU HADLEYBURG". O conto é sobre uma cidade onde seus moradores se orgulhavam de sua honestidade, porém a disputa sobre uma suposta fortuna em ouro corrompe rapidamente os valores dessa sociedade. Colocado ao final dessa coletânea de textos políticos esse conto parece fazer um paralelo com a temática dos textos anteriores, ou seja, o risco de nações se pautarem absolutamente por interesses econômicos, deixando de lado seus valores fundamentais. vale a pena ler.

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    Mark Twain profile picture

    Mark Twain

    Samuel Langhorn Clemens, mais conhecido como Mark Twain, foi um escritor estadunidense que nasceu na Florida, no dia 30 de novembro de 1835, e se criou às margens do rio Mississipi. Twain foi um aventureiro incansável que encontrou em sua própria vida a inspiração necessária para sua obra literária. Aos doze anos seu pai morreu, Mark largou os estudos e começou a trabalhar como aprendiz de topógrafo numa editora, onde começou a escrever seus primeiros artigos jornalísticos. Aos dezoito anos, saiu de casa para correr atrás de aventuras e fortuna. Trabalhou como tipógrafo, como aprendiz de piloto de uma embarcação movida a vapor, até que a Guerra da Secessão (1861) interrompeu sua carreira de piloto. Em seguida, partiu para o oeste, em direção às montanhas de Nevada, onde trabalhou em campos de mineração. Seu desejo de enriquecer o levou a procurar ouro, sem muitos resultados, fato que o obrigou a trabalhar como jornalista. Seu primeiro êxito literário aconteceu em 1865, com um conto de curta duração, chamado “A Célebre Rã Saltadora do Condado de Calaveras”, que apareceu num periódico já assinado como Mark Twain. Como jornalista, viajou a São Francisco, onde conheceu o escritor Bret Harte, que o incentivou a prosseguir na carreira literária. Foi a Polinésia e à Europa, cujas experiências foram relatadas no livro “Os inocentes no Estrangeiro” (1869). Depois de se casar, em 1870, com Olivia Langdon, estabeleceu-se em Connecticut. Seis anos depois, publicou a primeira novela que lhe daria fama: “As aventuras de Huckleberry Finn” (1882), obra também ambientada nas margens do rio Mississipi, mas não tão autobiográfica como “Tom Sawyer”, sua obra prima e uma das mais destacadas da literatura estadunidense. É preciso destacar também “Vida no Mississipi” (1883) que, além de uma novela, é uma esplêndida evocação do sul, não isenta de crítica, consequência do seu trabalho como piloto. Com um estilo popular e cheio de humor, Twain contrapõe estas obras no mundo idealizado da infância, inocente e ao mesmo tempo astuta, com uma concepção desencantada do homem adulto, do homem da era industrial, da era dourada, enganado pela moralidade e pela civilização. Contudo, nas obras que se seguiram, o sentido de humor e a ternura do mundo infantil dão lugar a um pessimismo e amargura cada vez mais evidentes, expressados com ironia e sarcasmo. Uma série de desgraças pessoais, como o falecimento de sua esposa e de uma de suas filhas, bem como falta de dinheiro, escureceram seus últimos anos de vida. Depois de publicar mais de 35 livros, Mark Twain faleceu em Redding, no dia 21 de abril de 1910.

    125 Livros
    385 Seguidores
    Flórida, Estados Unidos

    Mark Twain