Acho que eu deveria começar dizendo que estava louca para ler esse livro. Eu o queria há séculos, mas não conseguia encontrá-lo em inglês e nenhuma editora se habilitava a trazê-lo para cá. Mas então, finalmente, a Intrínseca anunciou o lançamento e eu fiquei eufórica e louca para tê-lo em minhas mãos. E desde o começo eu já estava com as expectativas altíssimas e acabei me decepcionando um pouco por conta disso.
Mas não desistam do livro por isso, ele é bom, eu sei que é. Meu único problema com ele foi eu mesma. Eu queria uma estória que não poderia existir. E fiquei feliz por não ser exatamente o que eu queria, por que é nessas horas que eu me surpreendo com alguma coisa de diferente que o livro contém.
Como, por exemplo, o mistério do serial killer. Ou as cenas entre a Violet e o Jay. Ou os capítulos narrados pelo assassino. Ou como os ecos se manifestam. Ou como tudo parece perfeitamente natural e completamente único.
As personagens foram um pouco... Como posso dizer, controversas para mim. Era como se, quando elas estivessem chegando ao ponto de me conquistar completamente, começassem a voltar para trás na escala da perfeição. Como um termômetro de mercúrio sendo enfiado em um balde de água fria. A Violet era corajosa, fofa, inteligente, cabeça-dura e decidida, até aí, eu a venerava, mas às vezes ela mostrava um lado seu tão infantil, dependente e fraco. E ela não podia se dar ao luxo de ser qualquer uma dessas coisas, principalmente fraca. Se o dom dela é encontrar seres vivos que foram assassinados, então ela precisa sempre estar preparada para o pior e não ficar toda vulnerável depois de encontrar um cadáver humano. Com o Jay foi quase a mesma coisa. Ele era sexy, confiante, protetor e um amor... Até que começava a ser um completo bobo. Tudo bem que esse lado bobo era um tanto quanto fofo, mas eu gostava mais do fofo combinado ao sexy e protetor.
Mas, apesar desses pequenos defeitos, não dá para não destacar o relacionamento dos dois. É natural e completamente sexy. Eles estão apaixonados há algum tempo, pelo que dá para perceber, e isso deixou tudo mais bonito e real. Uma amizade de infância que virou amor, nada tão difícil assim. E todo esse amor reprimido criou uma tensão deliciosa entre eles. Eu amei ver os beijos totalmente sexys que eles trocaram.
E, claro, além de tudo tem os corpos, presentes no livro todo e constantes parceiros de Violet. Eu queria que a autora tivesse dado mais detalhes do estado dos corpos e da "caça" ao assassino. Meio doente da minha parte? Talvez, mas eu gosto se sentir medo em livros, gosto de saber exatamente o que as personagens estão vendo e vivendo. Acho que, ao tentar fazer um livro mais light, a autora acabou deixando-o um pouco água-com-açúcar quando poderia ter ciado um ótimo triller.
A idéia de Kimberly foi genial, mas acho que faltou coragem e desenvolvimento da parte dela. É um livro muito bom que poderia ter sido maravilhoso. Mas ainda estou esperando pelo próximo, Desejos dos Mortos, louca de vontade de lê-lo e com esperança de que possa estar ainda melhor do que o primeiro. Afinal, não dá para simplesmente desistir de algo tão original e intrigante quanto isso.
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