Se plausível a tese de que a modernidade ocidental procurou, paulatinamente, se esconder do drama da morte em seu cotidiano, seja como profissional das estruturas médicos-hospitalares e cemiterias, seja pelo esforço do "sempre novo" da era do consumo, é possível que o lixo , por sua qualtidade e complexidade, apareça(ao nos remeter a degenerescência de nossas produçoes e do nosso corpo) como ameaça desse esforço de esquecimento da morte, devendo por isso ser mantido, apesar das dificulades crescentes, afastado e neutralizado, inclusive através do uso de uma nova linguagem e práticas tecnológicas.
Lixo, Vanitas e Morte - Considerações de um observados de resíduos
Emílio Maciel Eigenheer
EdUFF
2003
195 páginas
6h 30m
ISBN-10: 8522803609
Português Brasileiro
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