Força de Lei - O Fundamento Místico da Autoridade

    Jacques Derrida

    WMF Martins Fontes
    2010
    145 páginas
    4h 50m
    ISBN-13: 9788578271466
    Português Brasileiro

    Este ensaio trata das relações entre o direito e a justiça, mas também entre o poder, a autoridade e a violência. A justiça nunca é esgotada pelas representações e pelas instituições jurídicas que tentam ajustar-se a ela. O justo transcende sempre o jurídico, certamente, mas não existe justiça que não deva inscrever-se num direito, num sistema e numa história da legalidade, na política e no Estado. Mesmo que, por sua vez, o direito prime pela força, se esse é seu dever, não há direito que não implique nele mesmo o poder de usá-la, uma técnica, pois, e a possibilidade da guerra. Não há direito sem constrangimento, lembra Kant. Aquilo que pretende ter força de lei inscreve, portanto, o apelo à força no próprio conceito de sua autoridade. O risco de tirania não espera mais, ele espreita na origem da lei. Ele vela sobre sua consequência, sobre aquilo que Pascal chama, num pensamento tão conhecido mas tão enigmático, o seguimento: "Justiça, força. -- É justo que o que é justo seja seguido. A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica [...] É preciso, pois, que colocar juntas a justiça e a força..." Retomando uma expressão de Montaigne, Pascal fala também de um "fundamento místico" da "autoridade": "Quem a traz de volta a seu princípio, aniquila-a". Tal aniquilamento pode tomar várias direções. Trata-se, aqui, de analisar sua multiplicidade.

    Resenhas (2)Ver mais
    Arthur Freitas picture
    Arthur Freitas20/08/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Interessante e confuso

    Tive que ler esse livro para a faculdade,foi base de um trabalho de metodologia científica. O livro se trata da concepção de Jacques Derrida acerca da justiça e do direito. A principal ideia que Derrida estabelece é a da desconstrução do direito e a total diferença e separação que esse se constitui com a justiça. Muitas ideias dele são interessantíssimas,como a do fundamento místico da autoridade,a ideia de justiça como experiência do impossível,a distinção entre violência conservadora e fundadora,dentre outras ideias. Mas boa parte do livro,especialmente da segunda parte,é pura viagem. Muita maluquice, especialmente quando o autor vai falar de um “aspecto fantasmagórico e espectral entre os tipos de violência”. Mesmo com essas maluquices e com as divagações que deixam a leitura cansativa,é um livro que serve para fazer reflexões bem interessantes e que provavelmente eu nunca as teria sem a leitura dessa obra.

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