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    Memórias de um Médico: O Cavaleiro da Casa Vermelha (Romances de Alexandre Dumas) -

    Alexandre Dumas

    Saraiva
    1957
    359 páginas
    11h 58m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.6
    8 avaliações
    Leram10Lendo0Querem10Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados10Avaliaram8

    Recorrendo à fragilidade do coração de um dos carcereiros, Mauricio Lindey, tenente da Guarda Republicana, que se deixara cair perdidamente enamorado por uma bela e enigmática jovem, esta novela explora com sucesso e cadência quase cinematográfica a dilemática situação de um homem hesitante entre o mandamento da lei e as inclinações do coração.

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    Francisco  picture
    Francisco 12/02/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma história dos tempos da Revolução Francesa

    A história desse romance se passa em meados de 1793, durante a Revolução Francesa logo após a morte de Luís XVI na guilhotina, com Paris sitiada e constantes combates entre os "sans-culottes" (republicanos) e os girondinos, tidos por todos como traidores da nação. Estando Paris sitiada, cidadãos não poderiam circular pela cidade após as dez horas da noite sem um "salvo-conduto" que lhe permitisse a circulação. Nessa ocasião, uma jovem misteriosa é salva de um grupo de guardas nacionais pelo jovem Maurício Lindey, tenente da Guarda Republicana e por seu amigo Maximiliano Lorin, sargento da Guarda Nacional. A partir de então, Maurício apaixona-se pela jovem misteriosa que até nega-se a revelar seu próprio nome, afim de não comprometer-se politicamente, o que lhe destinaria à morte. Nessa época, após a morte de Luís XVI, a rainha Maria Antonieta, sua cunhada Elisabeth e seu filho pequeno o delfim Luís eram mantidos em cárcere por ordem de autoridades governamentais. Para liberta-la do cárcere há um fidalgo destemido conhecido como o Cavaleiro da Casa Vermelho, que é constantemente procurado pelas autoridades e é um personagem relevante nessa obra. Posteriormente, Maurício descobre que a jovem misteriosa é Genoveva du Treilly e é casada Dixmer com um proprietário de um curtume, ambos fingindo-se republicanos enquanto são súditos da monarquia. Além disso, o sócio de Dixmer, um jovem chamado Morand provoca ciúmes em Maurício. Tudo isso em conjunto com os distúrbios políticos da Revolução e seu envolvimento com devotos da monarquia tornam a vida do protagonista um martírio. Nessa obra, assim como em "Os Três Mosqueteiros" e "O Conde de Monte Cristo", Dumas nos traz uma história com "background" histórico sólido e uma trama construída com maestria. Consequentemente, é uma leitura mais que recomendada.

    7 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 8
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas50%
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    • 1 estrelas0%
    Dumas Davy de la Pailleterie profile picture

    Dumas Davy de la Pailleterie

    Alexandre Dumas, pai - foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época. Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão. Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a se industrializar e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas. Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal. Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

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    Picardia, França

    Dumas Davy de la Pailleterie