A Clockwork Orange -

    Anthony Burgess

    Penguin Books Ltd
    2010
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9780141192369

    "Penguin Decades" bring you the novels that helped shape modern Britain. When they were published, some were bestsellers, some were considered scandalous, and others were simply misunderstood. All represent their time and helped define their generation, while today each is considered a landmark work of storytelling. Anthony Burgess' "A Clockwork Orange" was published in 1962 and has been controversial ever since. It tells the story of fifteen-year-old Alex - whose chief preoccupations are Beethoven's Ninth and ultra-violence - as he and his droogs rampage though a dystopian future seeking thrills, until they come under the control of the state's sinister apparatus.

    Edições (3)

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    Sofia Chalegre05/06/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Tão estranho quanto uma laranja mecânica!

    Este foi o primeiro livro que li em inglês (mesmo estudando a língua há nove anos) e devo dizer que estou felicíssima com a escolha. Foi com certeza um desafio lê-lo, principalmente no começo, e ter que consultar o glossário inúmeras vezes e o dicionário mais ainda. Porém, ao longo do livro foi interessante perceber que a leitura fluía tão perfeitamente que eu já não precisava tanto do dicionário e que já havia incorporado toda a linguagem nadsat (inventada brilhantemente pelo autor, derivada principalmente do russo) ao meu vocabulário. Enquanto eu o lia, dizia a mim mesma o tempo todo "Ainda bem que eu estou lendo em inglês!", e não dizia em vão. Os recursos linguísticos usados por Burgess são, muitas vezes, sutis mas indispensáveis, de modo que mesmo em uma tradução extremamente bem feita perde-se muito da obra. Apesar da 'ultra-violence' contida no romance, e de todas as vis características atribuídas à personagem principal, Alex, é quase impossível não se ver atraído por todo esse universo e cativado pela personagem. Burgess constrói a narração feita por Alex de modo tão perfeito que não há como duvidar de que aquelas são realmente as palavras de um nadsat adepto da 'ultra-violence'. Essa narração prende o leitor, que se acostuma com o célebre 'O my brothers' e se diverte com o 'Your Humble Narrator' ou 'YHN'. Por fim há a transformação, através do chamado 'Ludovico's Method', de Alex em uma 'clockwork orange', ou seja, em incapaz de escolha moral (algo aparentemente orgânico mas na verdade mecânico), e o final do romance. Ambos fazem desta distopia além de divertida, assombrosa e assustadora, uma sátira política, satirizando principalmente regimes políticos extremos, controladores e totalitários. (Recomendo não só o livro como também o filme de 1971!)

    10 curtidas

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