Dados sobre a escrita do livro
Efervescente, romântico, ousado e exótico.
Essas são as quatro palavras que consegui extrair do livro.
Nada é impossível quando se ama; mesmo quando o destino insiste em separar os amantes. A força do amor é algo arrebatador, independente de quantas pessoas torcem para que dê certo, ou quantas até agem em desfavor da realização deste mesmo amor.
Com Amy e Daren não foi diferente, o livro Um amor no deserto, escrito pela talentosa Rosane Fantin, mostrou-me com maestria os caminhos que um sentimento precisou percorrer para descobrir como o destino é fantástico e cheio de surpresas.
O livro foi dedicado às românticas, como pude perceber em sua premissa, eu, como uma autora com gosto implacável às avassaladoras (his)(es)tórias de amor, esbaldei-me completamente; quando dei por mim, já estava no lugar da personagem Amy, e querendo decidir e conduzir a sua vida, e até mesmo, queria sê-la por apenas um minuto para saber como é ser abraçada por um deus quase mitológico do deserto. Confesso que a autora foi muito cruel em criar um mito como Daren, perguntei-me – Onde será que este homem está? Pois foi essa a impressão – ele existe! De tão real que foi esta criação, e o modo como Rosane descreve as características físicas e palpáveis deste deus do deserto que brincou com minha imaginação fértil. Para saber, vocês terão que ler, e sentir sobre o que estou falando (risos).
O livro foi escrito em terceira pessoa, e de um modo muito interessante, o eu interior que passeou o livro inteiro no intimo das personagens, contou-me seus sentimentos, pensamentos e desejos, de modo que todas as personagens participassem efetivamente da trama, e não apenas a protagonista.
A descrição sobre o lugar foi incrível, trouxe uma realidade tangível, e quando acabou a leitura senti saudades do lugar, como se eu realmente estivesse passado por lá.
Rosane passou muita segurança sobre o conhecimento da cultura relatada – tuareg, assim como as cidades e os acontecimentos da estória. Tudo com muitos detalhes e precisão.
Sua expressão lingüística é correta, com um repertório agradável de palavras; sem vícios de linguagem e sem repetição de vocábulos
O tema é atrativo; vai agradar muito o público feminino, porém indico para pessoas acima de 16 anos; não digo 18, porque estaria sendo politicamente ultrapassada; hoje em dia, os termos que leio em livros juvenis, são um tanto quanto aguçados.
O estilo literário é um romance, digamos “hot Love”, entre suspiros e paixão extremamente platônica pelo personagem Daren, a leitora chegará assim no final do livro.
A capa está característica ao tema abordado, o que me fez a todo o momento, olhar para a capa, e me sentir no deserto.
Não encontrei o ISBN do livro, mas creio que deva estar a caminho.
O ponto emocionante da estória foi à luta, a esperança e a fé que Amy devotou; acreditando o tempo todo no que sentia, mesmo quando tudo estava completamente perdido, denotando ao livro uma nuance de “amores impossíveis”
Dados sobre a trama do livro
Daren – dominador, controlador, e ao mesmo tempo, cuidadoso e carinhoso (resumindo – tudo de bom)
Amy – teimosa, aventureira, decidida e independente.
Amy, em um rali em pleno deserto, acaba se perdendo do grupo da competição, tendo sua moto atolada, consequentemente, corria risco de morte por inanição e fortes tempestades de areia. Acabou sendo encontrada pelo lindo e tudo de bom, Daren, um tuareg que a leva para o seu acampamento onde se encontra o seu povo.
Foi muito engraçado e delicioso a forma como eles dialogavam no início; com certa implicância e picuinha um com o outro, pois, ela queria voltar para a sua casa, e ele não a deixava, momentos recheados de chantagens emocionais e jogos de sedução escondidos atrás de caprichos. Houve uma cena, a da tentativa de fuga de Amy, que simplesmente adorei esta cena, muito bem descrita e elaborada.
A meta era – ela tinha 48 horas para conhecer aquele homem. Eram 48 horas para viver tudo que tinham direito, e para vocês saberem o que aconteceu, terão que ler o livro, pois eu não vou contar.
O destino traz; o destino separa; o destino surpreende!
No inicio, tudo tranquilo e sereno, quando de repente... A partir da página 156, o livro passou a me tirar o fôlego de forma diferente... Meus compromissos me chamando; telefone tocando, panela queimando no fogo e eu grudada no livro... Estava ansiosa para saber o que ia acontecer que até pensei em ler o final do livro logo de uma vez para ver se conseguia parar de roer as unhas.
Intrigas, mistérios desvendados; decepções e esperanças ressurgindo (pelo menos em mim, como leitora).
Um livro exótico.
Resenha e avaliação de Adriana Vargas de Aguiar
**** Estrelas