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    Histórias Agrestes - Contos Escolhidos

    Graciliano Ramos

    Editora Cultrix
    1960
    201 páginas
    6h 42m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    12 avaliações
    Leram28Lendo2Querem22Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados22Avaliaram12

    Nem tudo o que se acha neste livro são contos, se olharmos o gênero com o rigor de algumas conceituações. Mas serão histórias, cenas, flagrantes, a nos darem tipos, dramas, a visão de um autor aparentemente pessimista, pois sempre tomou o homem diante de fatores de ordem diversa, que o limitam, coíbem, ameaçam negá-lo. Temos portanto: de INSÔNIA: Um Ladrão, O Relógio do Hospital, Minsk, A Prisão de J. Carmo Gomes, Dois Dedos - De VIDAS SECAS: Cadeia, Baleia, Contas, Fuga - De HISTÓRIAS DE ALEXANDRE: O Estribo de Prata, O Marquesão de Jaqueira, A Safra dos Tatus, História de Uma Bota - De INFÂNCIA: Um Incêndio, Chico Brabo, Um Intervalo, O Menino da Mata e o seu Cão Piloto, Venta-Romba - De MEMÓRIAS DO CÁRCERE: O Advogado Nunes Leite, À Ordem do Chefe, Seu Mota.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Bruno R. M. picture
    Bruno R. M.27/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amostra de Graciliano Ramos

    Foi depois de ler Terra dos Meninos Pelados e Vidas Secas que senti gosto pela escrita de Graciliano Ramos: questões profundas abordadas, descrições vividas de ambientes, ações e pensamentos das personagens. Vi nesta obra a possibilidade de ter uma amostra de outros trabalhos do autor. Os trechos de Insônia me comoveram, os de Histórias de Alexandre me divertiram, os de Infância me chocaram... tive a experiência que esperava com a leitura de HISTÓRIAS AGRESTES.

    9 curtidas

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    4 / 12
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    Graciliano Ramos de Oliveira profile picture

    Graciliano Ramos de Oliveira

    Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX,autor de Vidas Secas. Graciliano Ramos viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Voltou para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, deixando-lhe quatro filhos. Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Ficou no cargo por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933). Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra. Foi libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil - PCB (que nos anos sessenta dividiu-se em Partido Comunista Brasileiro - PCB - e Partido Comunista do Brasil - PCdoB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabou falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas da literatura. Memória: Graciliano foi indicado ao premio Brasil de literatura.

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    Alagoas, Brasil

    Graciliano Ramos de Oliveira