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    O corpo significa -

    Sergio Lima

    EDART
    1976
    231 páginas
    7h 42m
    Português Brasileiro
    5
    1 avaliação
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    O que diz uma obra de arte? Geralmente, diz-se que o artista ou o poeta sente uma determinada emoção, num determinado momento, e que a expressa numa obra de arte. Porém, geralmente também, quase nunca se fala ou se traduz o que seria essa determinada emoção e momento. E, muito menos ainda, o que seria esse trabalho, a obra de arte. Este livro não pretende dar todas as exatas respostas, ocupando-se mais em fornecer uma linguagem específica e o instrumental necessário para a discussão correta destas questões.

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    Sergio Cláudio de Franceschi Lima profile picture

    Sergio Cláudio de Franceschi Lima

    Sergio Cláudio de Franceschi Lima (1939-2024) nasceu em Pirassununga. Foi um poeta, artista plástico e pensador brasileiro; filho do pintor Heros Lima. Obteve o título de Doutor em Letras, pela FFLCH-USP, na área de Literatura Brasileira, com a tese "Surrealismo - Polêmica de sua Recepção no Brasil Modernista". Como poeta, Sergio Lima distingue-se pela ligação direta com o surrealismo. Seu primeiro livro (Amore) foi mencionado pelo periódico francês La Brèche - Action Surréaliste, dirigido por André Breton, em fevereiro de 1965. É considerado o maior especialista em surrealismo no Brasil, tendo escrito diversas obras de referência sobre o assunto. Desde os anos 60 mantém ativo o soi-disant Grupo Surrealista de São Paulo, formado em torno de si, com a participação de diversos nomes representativos da literatura e da arte brasileiras ao longo de quase cinco décadas de atuação. Do Grupo Surrealista de São Paulo fizeram parte, em algum momento: Leila Ferraz, Raul Fiker, Nelson Guimarães de Paula, Floriano Martins, Claudio Willer, Marcus Salgado, Alex Januário, entre outros. Nos anos 70, integrou o importante Grupo Phases, liderado por Edouard Jaguer. Estreou em 1960, com o texto "A planície verde", publicado no primeiro número da revista de cinema e literatura "Delírio", criada em companhia de Gustavo Dahl, Rudá de Andrade, Fernando Seplinski e Jean-Claude Bernardet. Em 1967, organizou a XIII Exposição Internacional do Surrealismo, na FAAP, em São Paulo, com auxílio de Flávio de Carvalho, de que resultou o primeiro número da revista A Phala. O segundo número foi publicado em 2013, sob direção de Sergio Lima, contendo as pranchas com as frottages de "Retorno ao selvagem", realizadas em 1957. Como crítico e ensaísta, escreveu em vários periódicos brasileiros e estrangeiros: Status, Arte em São Paulo, Organon, Imaginário, Revista de Cultura e Mídia, Salamandra, Union Libre, Con-Texto etc. Seus trabalhos estão incluídos em antologias e coletâneas, no Brasil e em outros países. Ministrou inúmeros cursos e palestras e coordenou oficinas literárias em universidades, casas de cultura e outras instituições.

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    São Paulo, Brasil

    Sergio Cláudio de Franceschi Lima