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    Tristes Trópicos -

    Claude Lévi-Strauss

    Companhia das Letras
    1996
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-11: 8571645701_
    Português Brasileiro
    4.3
    213 avaliações
    Leram410Lendo126Querem1141Relendo4Abandonos29Resenhas15
    Favoritos38Desejados1141Avaliaram213

    Mais que um livro de viagem, é um livro sobre a viagem. Além de trazer detalhes pitorescos das sociedades indígenas do Brasil central, o livro discute as relações entre o Velho e o Novo Mundo, e o significado da civilização e do progresso. Tristes trópicos: neste título já se condensa toda a beleza de uma obra magistral. Inclassificável em sua grandeza humana. Narrativa de viagem ou ensaio de ciência? Em sua prosa poética, melancólica, irônica, Claude Lévi-Strauss desloca parâmetros consagrados, questionando ao mesmo tempo viajantes e cientistas. Sua imaginação criadora nunca abre mão da reflexão lógica mais rigorosa.O Brasil que aqui se revela está muito além da provinciana cidade de São Paulo. Pois o mundo perdido dos cadiueu, dos bororo, dos nambiquara e dos tupi-cavaíba tem seus próprios estilos e linguagens. Somos ainda humanos o bastante para compreendê-los? É essa pergunta que faz de Tristes trópicos não só um clássico da etnologia e dos "estudos brasileiros", mas uma obra universal, sem fronteiras, sobre a crise do processo civilizatório na modernidade.

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    Resenhas (15)Ver mais
    karinna adad de miranda picture
    karinna adad de miranda22/01/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mais que um relato de viagem

    Meu primeiro livro do Lévi a ser lido na sua inteireza. O início pode soar meio complicado e inusitado, quando ele divaga sobre o processo de viagem para o Brasil. Passado isso, já depois da centésima página, o livro é uma surpresa deliciosa com seu bom humor, seu relato meio de observador, mas meio de participante, seus desenhos e seus questionamentos sobre tudo o que fazia naquele momento, sobre a vida, a antropologia, o papel etnográfico, sobre a sociedade, nossa sociedade e sobre nós. Um livro pra ser lido com calma e apreciado como se fosse um relato de viagem contado pessoalmente para nós.

    10 curtidas

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    4.3 / 213
    • 5 estrelas49%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas2%
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    Claude Lévi-Strauss

    Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, numa visita de seus pais, franceses, a Bélgica. Criador da antropologia estrutural, é um dos maiores intelectuais do século XX. Estudou direito e filosofia em Paris, nos anos 1930. Em 1934, recebeu o convite da missão francesa ao Brasil para a criação da Universidade de São Paulo, na qual, aos 26 anos, ocupou a cadeira de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Durante sua permanência no país, fez expedições ao interior, entre os povos Bororo, os Kadiwéu e os Nambikwara, recontadas mais tarde no seu célebre livro Tristes trópicos (1955). Foi a partir desses estudos no Brasil que Lévi-Strauss tornou-se etnólogo. Durante a Segunda Guerra, partiu para o exílio nos Estados Unidos, como professor da New School for Social Research. Na sua volta à França, lecionou na École de Hautes Études em Sciences Sociales e no Collège de France. Publicou O pensamento selvagem (1962) e Antropologia estrutural (1958, 1973), cujo primeiro volume foi reeditado pela Cosac Naify em 2008, mesmo ano em que teve sua obra incluída na coleção Pléiade, da editora francesa Gallimard. Ao longo de 20 anos dedicados ao estudo dos mitos dos povos indígenas americanos, escreveu sua obra maior, a série Mitológicas (1964, 1967, 1971, 1974; Cosac Naify). Fundou o Laboratório de Antropologia Social e a revista L’Homme (1961). Em 1973, passa a fazer parte da Academia Francesa. Faleceu em 1º de novembro de 2009, poucos dias antes de completar 101 anos.

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    Claude Lévi-Strauss