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    Senhora (Nossa Literatura) -

    José de Alencar

    Escala Educacional
    2006
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8576665069
    Português Brasileiro
    3.8
    33969 avaliações
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    "'Senhora' trata-se de um romance urbano narrado em terceira pessoa e se distingue pelo fato da mulher ser quase o tempo em quatro parte intituladas; O Preço, Quitação, Posse e O Resgate. O romance conta a história de como Aurélia Camargo, jovem debutante de 18 anos, bela e herdeira de uma grande fortuna, resolve vingar-se do homem que, no passado, a havia humilhado, trocando-a pelo dote de outra mulher. Sobre o autor: ALENCAR, JOSE DE José Martiniano de Alencar nasceu em Mecejana, perto de Fortaleza, Ceará, em 1829. Como o pai, seguiu carreira política, formado em Direito, foi deputado e ministro da Justiça. Em 1854 , começou a escrever no Correio Mercantil, do Rio de Janeiro. Em 1856, estreou na ficção com o romance 'Cinco minutos', seguido de 'A viuvinha'. Teve início a fase dos chamados romances urbanos: 'Lucíola', 'Diva', 'A pata da gazela', 'Sonhos d’ouro' e 'Senhora'. Em 1857, publicou 'O guarani', livro que juntamente com 'Iracema' e 'Ubirajara' formou a série de romances indianistas. Escreveu também para o teatro e envolveu-se em polêmicas políticas e literárias, algumas importantes para o debate literário, outras marcantes em sua carreira política, que abandonou em 1870. Em 1877, vítima de tuberculose, viajou para a Europa, com a mulher e seis filhos, tentando curar-se. Contudo, com a saúde já bastante abalada, voltou ao Rio de Janeiro, onde faleceu".

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    Andreia Santana28/02/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Aurélia, uma feminista ao estilo José de Alencar

    Senhora, na minha opinião, é uma das obras mais audaciosas de José de Alencar e talvez uma das pioneiras da literatura brasileira nos idos de 1800. Para os padrões da época, Aurélia, a protagonista, era um escândalo. Acho-a genial! Embora discorde da vingança como método para curar feridas, não dá para fingir que fico indiferente ao fato de uma mulher, em pleno século XIX, tomar as rédeas da própria vida. Ainda mais numa sociedade onde as mulheres mal existiam como indivíduos e mal eram consideradas cidadãs. Aurélia encara as adversidades do destino e muda o mundo ao seu redor, ao seu bel prazer. Ela não se rende, faz com que se rendam a ela. É uma das protagonistas mais bem resolvidas da nossa literatura. Ficar chorando pelos cantos? Que nada, ela vai à luta. Duvidam? Pois Aurélia, assim como a Capitu, de Machado de Assis, já originou tese de doutorado só pelo seu comportamento libertário. E como não!? O romance de Alencar começa mostrando a vida simples de uma moça que é órfã de pai e cuja mãe costura para fora para garantir-lhes o sustento. Essa moça, Aurélia, é apaixonada por Fernando, um bon vivant que a namora e depois a abandona, porque está a cata de uma noiva rica em quem possa dar o golpe do baú. A mãe de Aurélia morre e ela se vê sozinha no mundo e com o coração aos pedaços por uma desilusão amorosa das brabas. Só que, o destino sorri e, algum tempo depois, ela descobre que seu avô era milionário e lhe deixou uma grande fortuna. É aí que Aurélia mostra que tem sangue nas veias. A ex costureirinha pobre toma posse da fortuna, aprende etiqueta, piano e tudo mais que uma dama precisava saber naqueles tempos aristocráticos e, alguns anos depois, quando Fernando está sem eira nem beira, dá o golpe fatal. Manda o tutor acertar seu casamento com o ex-desafeto por cem contos de réis. Ele se casa sem saber quem é a sua senhora, ou seja, a mulher que o comprou. Só depois, descobre que é Aurélia, a pobre moça que ele abandonara. A partir daí, José de Alencar se supera descrevendo cada uma das humilhações que Aurélia faz Fernando passar. Sempre jogando na cara dele que o comprou e que ele, portanto, não tem dignidade. Apesar de ainda amar o rapaz, ela toma para si a missão de dar-lhe uma lição, de fazer-lhe provar do próprio veneno. Ao mesmo tempo, Aurélia ensina Fernando a ser homem. Apesar de considerá-lo indigno por ter se vendido, ela o ensina o caminho para reconquistar a honra perdida, e claro, para que descubra o que é o amor de verdade. Fernando, graças à força de caráter de Aurélia, revê os próprios atos e pouco a pouco, tenta reescrever sua trajetória.

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