O fim das grandes ideologias da modernidade instaura um importante desafio para a filosofia contemporânea: trazer novas direções de pensamento e de ação que correspondam às questões da atualidade. Filosofia Contemporânea: Niilismo, Política, Estética (Editora PUC-Rio/Edições Loyola) aparece como uma tentativa de dar conta à aparente falta de sentido e à completude desta era. A obra, que traz ensaios de participantes do II Fórum Krisis de Filosofia Contemporânea, reúne reconhecidos estudiosos do cenário filosófico brasileiro, europeu e norte-americano da atualidade, que revelam, num processo de miniaturização, os resultados de uma crise do pensamento. Organizado por Rossano Pecoraro e Jaqueline Engelmann (doutores em Filosofia, PUC-Rio), Filosofia Contemporânea: Niilismo, Política, Estética apresenta o niilismo como elemento preponderante nas análises, mas também se associa às discussões sobre política e estética. Cada ensaio oferece um olhar e um tema sobre a contemporaneidade: Gianni Vattimo escreve sobre o enfraquecimento do ser; Scarlett Marton, sobre o niilismo sísmico; Nuno Nabais, critica o eterno retorno nietzschiano de Nuno Nabais; Peter Pál Pelbart disserta sobre o contraniilismo e a vitalidade multitudinária de Peter Pál Pelbart; Jean-François Mattéi, sobre o pensamento forte em tempos de embriaguez; Simon Critchley fala sobre o neo-anarquismo; Davide Tarizzo, sobre a tarefa da filosofia e o porquê provocativo; e Rosa Dias, sobre a arte do consolo do aqui de baixo.