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    Em trânsito -

    Anna Seghers

    Paz e terra
    1987
    277 páginas
    9h 14m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    8 avaliações
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    Favoritos3Desejados49Avaliaram8

    Marselha, 1940: porto internacional da França ainda não-ocupada. Um formigueiro de perseguidos de toda a Europa, que acossam infatigavelmente as autoridades à caça de documentos, certificados e vistos que lhes permitiam abadonar o continente. Todos desejavam apenas uma coisa: ir embora. Têm apenas um medo: ficar. Extenuante e espantosa é a luta que cada um tem que travar contra a burocracia fantástica, lutando por vistos de trânsito e vistos de entrada, por passagens e navios que um dia partirão, para algum lugar, ou talvez naufraguem, ou nunca venham a partir - navios imaginários. A realidade parece fantástica, irreal. Numa atmosfera à meia luz, movimentam-se as figuras: refugiados e perseguidos, aproveitadores e policiais; uma mulher misteriosa, que erra pelas ruas em busca de seu marido, que há muito já não está entre os vivos, mas do qual sempre recolhe novos sinais porque um outro sobrevive com seus documentos. "Passado e futuro, ambos igualmente impenetráveis, o estado que os consulados chamam de "trânsito", e o que na linguagem corrente é chamado de presente."

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    Anna Seghers profile picture

    Anna Seghers

    Anna Seghers foi filha única do casal Isidor Reiling e Hedwig Reiling (nascida Fuld), que se identificava com a comunidade judaica ortodoxa. Inicialmente Anna freqüentou uma escola privada, depois um liceu (colégio para moças). Foi voluntária durante a Primeira Guerra Mundial e fez seu Abitur, exame alemão que corresponde ao vestibular do Brasil, no ano de 1920, vindo a freqüentar universidades em Colônia (Köhln) e Heidelberg, estudando Sinologia (Civilização da China), História e História da Arte. Em 1924 apresenta a sua dissertação: Judeus e judaísmo nas obras de Rembrandt. Em 1925 Anna Seghers se casa com o sociólogo húngaro László Radványi. O casal se muda para Berlim onde nasce seu filho Peter. Em 1927 é publicado 'Grubetsch', um de seus primeiros escritos, assinado simplesmente 'Seghers', sem nenhum primeiro nome, o que leva os críticos a assumirem que se trata de um autor do sexo masculino. Em 1928 nasce a sua filha Ruth. Neste mesmo ano surge seu primeiro livro 'Aufstand de Fischer von St. Barbara', no qual ela utiliza pela primeira vez o pseudônimo 'Anna Seghers' - baseado no nome do desenhista holandês Hercules Segers (que mais tarde também passou a ser escrito Seghers), cujo trabalho ela muito admirava. Recebeu, entre outros, o Prêmio Georg Büchner em 1947 e o Prêmio Lênin da Paz em 1951.

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    5 Seguidores

    Anna Seghers