O livro corre facilmente, o autor começa a primeira das três partes do livro com o surgimento do homem, originário da África há cerca de 2 milhões de anos (conforme ele coloca no livro, provavelmente se trate do Homo habilis). Os primeiros capítulos tratam mais da adaptação do homem ao ambiente - para posterior possibilidade de civilização de fato. Em seguida o grande avanço do Egito e das cidades da Mesopotâmia e as lições deixadas pelos gregos.
Um ponto importante no livro é como o autor destaca o surgimento, até o declínio ou possível manutenção, dos impérios e das religiões. Ainda na primeira parte, surgem as três principais religiões: cristianismo, islamismo e budismo (colocada pelo autor como religião, apesar de não ser exatamente uma religião); bem como o surgimento do Império Romano e a sua perda de importância para Constantinopla. A transição da Primeira para a Segunda parte se dá com o homem decidindo se aventurar mais nos oceanos.
A Parte 2 é a respeito do período entre o final do século XV e meados do século XVIII, aproximadamente. É a menor (em quantidade de páginas) das três partes, porém é a que tem o privilégio de tratar esse período de tantos acontecimentos. Após o período de cerca de 1000 anos que o homem ficara, de certa maneira, estagnado (exceto em algumas poucas regiões, com a dos astecas e a dos incas). Em poucos séculos o mundo passa por diversas transformações. As cruzadas, a peste negra, a Reforma, as Revoluções - apesar de a Revolução Francesa, ou a sua quase-ausência, ser um dos pontos fracos do livro.
Na Terceira Parte há a ascensão dos Estados Unidos, formando um novo Império político e, principalmente, econômico. Dizendo respeito ao período a partir de fins do século XVIII e início do século XIX, o autor faz rapidamente uma análise a respeito da consolidação da indústria e trata brevemente das Guerras Mundiais e da ida do homem à Lua. E talvez seja essa a parte mais vaga do livro, pois acaba pulando períodos e acontecimentos que, sem dúvida, são relevantes para a história do mundo - mesmo que se queria contá-la de maneira "breve".
O livro serve para ter um conhecimento superficial, para não dizer noção, de alguns assuntos de história. Para quem já tem um bom conhecimento de história, certamente o livro não é muito bom; porém para quem tem somente uma base de história, o livro é, sim, bom para relembrar alguma coisa dos tempos de colégio e mesmo para aprender uma coisa ou outra (e depois, com outros livros, aprofundar o conhecimento nos assuntos que lhe forem mais interessantes).