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    Minas do Ouro -

    Frei Betto

    Rocco
    2011
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788532526892
    Português Brasileiro
    4.1
    24 avaliações
    Leram36Lendo3Querem29Relendo0Abandonos4Resenhas6
    Favoritos2Desejados29Avaliaram24

    Desde os primeiros dias em seu novo domínio, a Coroa Portuguesa estimulou a busca de metais preciosos no Brasil. Muitos oportunistas e aventureiros se arriscaram nesta busca. Não foi diferente para os varões da família Arienim, que, de geração em geração, foram marcados pelas desgraças que a sede do tesouro viria a causar. Protagonistas de Minas do ouro, os Arienim ganham vida pelas mãos de ficcionista de Frei Betto, neste que é seu primeiro romance histórico. Cinco séculos da história das Minas Gerais estão condensados nesta narrativa empolgante e surpreendente. Localizado ao sul do equador, o Brasil era considerado pelos portugueses o Paraíso na Terra, onde todas as riquezas do mundo estariam concentradas em abundância. Haveria aqui tesouros em forma de ouro, diamantes e outras pedras preciosas. Uma possibilidade viável, já que os espanhóis tinham descoberto seu Eldorado na América colonizada por eles. Por que não no Brasil? Se em se plantando tudo dá, por que não se escavando? Se o solo é rico, o subsolo também não o seria? A saga dos Arienim se inicia com Fulgêncio, criador de mulas para transporte, que já se encontrava fatigado com os altos e baixos do ofício; mais baixos do que altos, uma vez que a recente a chegada dos escravos trazidos da África substituiria muito da força de trabalho prestada pelos muares no Brasil Colônia. Foi em Salvador, então capital desta terra, que Fulgêncio viu sua vida mudar, ao receber uma herança “maldita”: um documento entregue a ele por um oficial inglês à beira da morte, apunhalado pelas costas por uma prostituta. No papel, o mapa trazia uma frase e um desenho incompletos. Viu ali a promessa de um tesouro que viria a transformar profundamente a sua vida e de todos os outros Arienins que o sucederam. Fulgêncio e seus descendentes dedicaram suas vidas à busca de um ambicionado tesouro. Mas para encontrá-lo, o mapa, passado ao longo das gerações, tinha de ser decifrado. Nesta tentativa, varões da família iam atrás das oportunidades que surgiam. De Salvador, no rastro dos bandeirantes, para a Capitania de São Vicente, futuro Estado de São Paulo; da São Paulo do café para os recônditos das Minas Gerais, onde a sede do ouro no país chegou ao seu auge. De Fulgêncio para a atual geração, passaram-se muitos Arienins: Prudêncio, Olegário, Vitorino, Otaviano, Ambrósio, Maria Veridiana, Antenor, Walter e um jovem jornalista que, no Brasil do século XX, registra em livro a história do mapa e de sua família ao descobrir conexões durante pesquisa jornalística que abrange França, Hungria e Inglaterra. Por meio dessa bem engendrada e envolvente trama, o mineiro Frei Betto presta uma homenagem, neste lançamento, aos 300 anos da fundação das cidades de Ouro Preto, Mariana e Sabará, completados em 2011.

    Resenhas (6)Ver mais
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    Leonardo Triandopolis Vieira28/01/2015Resenhou um livro
    0

    Narrado de maneira concisa e ritmicamente deleitável

    Resenha originalmente publicada no site Leio EU: Minas do Ouro é o primeiro livro que li do Frei Betto. Acabei me enveredando por suas páginas por se tratar de um romance histórico, mais precisamente história do Brasil. Até então só havia lido do autor algumas matérias escritas para a revista Caros Amigos. Sabia de antemão, pelas matérias, que ele não é um cristão qualquer e que faz (ou fez) parte do movimento da teologia da libertação. Históriado Brasil e alguém de quem gostaria de saber mais. Estava aí. Comprei e li o livro. Minas do Ouroconta a história e trajetória de uma família (fictícia) pioneira na criação de Minas Gerais. A família se chama Arienim (que é mineira, ao contrário) e, nas 270 páginas do tomo, iremos acompanhar mais de cinco séculos de sua história. História que nos apresenta e reapresenta figuras emblemáticas como Tiradentes, Aleijadinho e o explorador Richard Burton. Além de locais e eventos como a guerra dos Emboabas e a mina de Morro Velho. Narrado de maneira concisa e ritmicamente deleitável, Frei Betto mostra que sabe escrever e prender o leitor da primeira a última página. Sem interrupção. Fazendo do romance uma excelente maneira de se conhecer e se enveredar pela história de Minas Gerais. E não pense que por ser Frei, a narrativa terá um tom pudico e casto. Em seu miolo o texto apresenta cenas de pura gastronomia erótica e sensual, além de uma certa pitada de humor e crítica a todas as esferas (social, filosófica, política, religiosa). Por fim, gostaria de ter aprendido história do Brasil com livros assim.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 24
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
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    Carlos Alberto Libânio Christo

    Frei Betto O.P., (Belo Horizonte, 25 de agosto de 1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro. Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial de Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, entre 2003 e 2010. Frei Betto, foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.

    55 Livros
    87 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Carlos Alberto Libânio Christo