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    A Fome -

    Rodolfo Teófilo

    Tordesilhas
    2011
    380 páginas
    12h 40m
    ISBN-13: 9788564406018
    Português Brasileiro
    4.7
    8 avaliações
    Leram11Lendo1Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos1Desejados17Avaliaram8

    Um clássico do naturalismo brasileiro, publicado originalmente em 1890, retomado pelo Tordesilhas mais de 30 anos após sua última edição (José Olympio, 1979). Valendo-se da ideologia cientificista de sua época, a narrativa descreve as angústias da mais longa seca nordestina de que se tem notícia, a de 1877-79, responsável pelo desaparecimento de 4% da população da região, particularmente do Ceará (a então província mais atingida), e pela miséria de milhares de outras pessoas. O romance acompanha a vida de retirantes reduzidos a condições animalescas, chegando ao extremo da autofagia para aplacar a fome. Considerado, por um lado, a pedra fundamental para a geração regionalista dos anos 1930, principalmente para Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, por outro lado, o romance foi revestido pela faceta de “maldito”, especialmente por levar a técnica naturalista ao extremo em descrições cruas e detalhadas de miséria e degradação humana. Em resposta aos detratores, o autor costumava apontar matérias de jornais que o teriam inspirado a criar as violentas cenas de sua obra. Ao lado do livro homônimo do norueguês (e Nobel) Knut Hamsun, publicado no mesmo ano, A fome de Rodolfo Teófilo é apontado pelos registros da literatura universal como primeiro romance a tematizar o assunto que lhe dá título. O volume foi organizado por Waldemar Rodrigues Pereira Filho, doutorando em teoria literária na Unicamp e estudioso do romance, e posfaciado por Lira Neto, autor da única biografia do romancista cearense. A presente edição traz ainda detalhada cronologia e bibliografia de e sobre Rodolfo Teófilo. O AUTOR Rodolfo Teófilo nasceu em 1853, em Salvador (BA), mas se considerava cearense. Farmacêutico formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, professor e ensaísta, inventou a cajuína e foi escritor, tendo integrado a Academia Cearense de Letras. Foi um dos principais responsáveis pela erradicação da varíola no estado do Ceará. Faleceu em 1932, em Fortaleza (CE).

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    Avaliações

    4.7 / 8
    • 5 estrelas63%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Rodolfo Marcos Teófilo  profile picture

    Rodolfo Marcos Teófilo

    Pobre e órfão, foi educado pelo Barão de Aratanha que o matriculou no Ateneu Cearense, contudo, deixou os estudos para ser caixeiro-viajante. Formado farmacêutico, em 1875, pela Faculdade de Medicina da Bahia, estabeleceu-se no Ceará, desenvolvendo logo o pendor para o cientificismo característico na sua obra. Diplomado, dirigiu uma farmácia em Pacatuba, depois na capital. Foi mais tarde professor de ciências naturais na Escola Normal e membro de diversas sociedades culturais. Sua obra ficou marcada pelo exagero em que é mostrada a seca no nordeste e os tipos flagelados caracterizados com excesso. Empreendeu, sem apoio governamental, uma campanha de vacinação contra a epidemia de varíola que se alastrava na cidade. Por causa disso, foi perseguido durante o governo de Antônio Pinto Nogueira Accioli, do qual era opositor, acusado de desmoralizar a autoridade que estava totalmente alheia ao sofrimento do povo cearense. Tomou parte dos movimentos literários do Ceará, tendo pertencido, desde 1894, à Padaria Espiritual, entidade de fins literários e artísticos que se fundara em Fortaleza, dois anos antes, com o nome de "padeiro" Marcos Serrano. Foi historiador e romancista. Foi membro fundador da Academia Cearense de Letras. É considerado um dos principais expoentes da literatura regional-naturalista do Brasil e um dos maiores nomes da literatura do Ceará. Em sua homenagem, o Centro Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal do Ceará tem o seu nome. Inventou a cajuína, bebida não-alcoólica popular principalmente no Piauí.

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    Bahia, Brasil

    Rodolfo Marcos Teófilo