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    O martelo das feiticeiras -

    Heinrich Kramer, James Sprenger

    Rosa dos Tempos
    1997
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-10: 8585363088
    Português Brasileiro
    4.1
    8 avaliações
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    Favoritos2Desejados18Avaliaram8

    O MARTELO DAS FEITICEIRAS é um dos livros mais importantes da cultura ocidental, tanto para os leitores que se interessam pela história quanto para aqueles que estudam a história do pensamento e das leis. Documento fundamental do pensamento pré-cartesiano, bem como um dos mais importantes depositórios das leis que vigoram no Estado teocrático, revela as articulações concretas entre sexualidade e poder, e por isso é uma peça única para todos aqueles que estudam a profundidade da psique humana e o funcionamento das sociedades. Durante quatro séculos este livro foi o manual oficial da Inquisição para caça às bruxas. Levou à tortura e à morte mais de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de “copularem com o demônio”. Esse genocídio foi perpetrado na época em que formavam as sociedades modernas europeias. Um das consequências, apontadas pelos especialistas, foi tornar dóceis e submissos os corpos das mulheres posteriormente. O papa Inocêncio VIII nomeou dois dominicanos, os inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger, para julgar feiticeiras na Alemanha. Este último, deão da Universidade de Colônia, publicaria dali a dois anos, em 1484, com Kramer, prior de Salzburgo, a mais importante obra sobre demonologia da história, o temível Malleus Maleficarum (“O Martelo das Bruxas”), fonte de inspiração para todos os tratados posteriores, baseados em obras precedentes, entre as quais Formicarius de Johannes Nider, de 1435. Essa obra de Kramer e Sprenger atingiu 19 edições e foi aprovada pelo corpo docente da Universidade de Colônia. Dividia-se em três partes: A primeira discursava aos juízes, ensinando-lhes a reconhecer as bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes. A segunda expunha todos os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os. A terceira regrava as formalidades para agir “legalmente” contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las e condená-las. Ela tinha como princípio o preceito bíblico que diz: à feiticeira não deixarás viver. (Ex 22,18). A abertura da obra, focalizando as três condições necessárias para a bruxaria, nos diz: “Se crer em bruxas é tão essencial à fé católica que sustentar obstinadamente opinião há de ter vivo sabor de heresia.”

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    Heinrich Kramer profile picture

    Heinrich Kramer

    Heinrich Kraemer (também conhecido na versão latina por Heinrich Institoris nascido por volta de 1430 e falecido em 1505) foi um religioso alemão e Inquisidor. Nasceu em Schlettstadt, Alsácia, tendo entrado na Ordem dos Pregadores muito novo, tendo vindo a ser superior do Convento da sua cidade natal. Em data anterior a 1474 foi indicado como Inquisidor para o Tirol, Salzburgo, Boémia e Morávia. A sua eloquência no púlpito e grande actividade foram motivo de reconhecimento em Roma e era o braço-direito do Arcebispo de Salzburgo. Por altura da Bula Summis desiderantes do Papa Inocêncio VIII em 1484 trabalhava juntamente com James Sprenger para formar uma inquisição dedicada a bruxas e feiticeiras. Em 1485 escreveu um tratado sobre feitiçaria e bruxaria que foi publicado conjuntamente com o seu livro mais famoso Malleus Maleficarum. Kramer falhou a sua intenção de obter apoio junto dos principais teólogos da Faculdade de Colónia os quais vieram mesmo a condenar o seu livro, como violando a ética e os procedimentos legais, bem como tendo inconsistências com a doutrina Católica. Kramer alegou que o testemunho de 4 dos professores teria sido forjado. O livro foi denunciado pela Inquisição em 1490 e colocado no Index Librorum Prohibitorum (Indice dos Livros Proibidos). Apesar disso, Malleus Maleficarum tornou-se de facto o guia dos perseguidores de bruxas e feiticeiras na tardia Idade Média. Entre os anos de 1487 e 1520, teve 13 edições, e entre 1574 e 1669 dezesseis. Em 1495 Kramer foi transferido para Veneza, realizando sermões populares muito apreciados. Em 1500 obteve autorização para pregar contra os Valdenses e outros heréticos. Morreu na Boémia em 1505.

    12 Livros
    1 Seguidor
    Alsácia, Alemanha

    Heinrich Kramer