Você é capaz de imaginar o que aconteceria se a barragem da represa de Itaipu - com 1234 metros de comprimento e uma altura máxima de 196 metros - desmoronasse? Se uma tragédia dessa acontecesse, uma massa de 29 bilhões de metros cúbicos de água se precipitaria rio Paraná abaixo inundando uma boa parte da Argentina - o que certamente significaria muito para a vida política, econômica e social do Cone Sul. É este o tema deste fascinante romance de ficção política do médio e escrito carioca Jorge Martins de Oliveira, também autor de Outono Vermelho (Editora Globo, 1966) e Os vinte e um dias de outubro (Editora Record, 1982) e de várias monografias científicas publicadas no Brasil e no exterior. Com seu Outono Vermelho, Martins de Oliveira inauguro a ficção política brasileira e, ao mesmo tempo, encontrou o seu caminha na literatura, privilegiando a imaginação política como matéria-prima de seu trabalho. E é exatamente o elemento político que garante a Atentado em Itaipu, uma trama forte e envolvente, que prende pela atualidade uma vez que, segundo o próprio autor, "não se pode fazer ficção política sem uma cobertura sólida das melhores e mais seguras fontes de informação". Atentado em Itaipu será, enfim, uma agradável surpresa para os leitores brasileiros, principalmente se considerarmos que embora ele seja apenas um romance, uma história criada a partir de fatos imaginários, ele é, na verdade, uma reflexão acerca de uma imaginação que não se situa no terreno do impossível.

