Anseio Poético é uma mestria obra que traz uma linha diversa de temas, tratados poeticamente por Nágila de Sousa Freitas. Apresenta em sua acepção geral, o desejo idealizador de construir no avivar do universo um ser unicamente próprio: O Ser Poeta. Esta edição reúne as primeiras poesias escritas pela autora ao longo do seu desenvolvimento poético. Sobretudo é um livro fácil, simples e prazeroso de ler, com suporte necessário para uma leitura pensativa, ao passo que à reflexão se faz uma forte aliada nessa expedição de poemas.
Anseio Poético -
Nágila de Sousa Freitas
Prefaciando
PREFÁCIO Ao ser convidado para prefaciar “Anseio Poético”, pensei muito, antes de dizer algo sobre um gênero tão complexo como a poesia, principalmente quando se tratando de dizer algo sobre um tipo de poesia refinada, como a poesia de Nágila de Sousa. Nágila, ao contemplar o seu tutano filosófico de pensar, imaginar, sentir, ver e viver a vida, vem apresentar nesta obra sua “medida alta” na tipologia dos sentidos, pelo qual evidencia uma divisão secundária da escrita, classificando-a como sendo: Reflexiva-interpretativa e Direta-objetiva. O título deste livro: Anseio Poético introduz uma acepção à ideia trabalhada, que surge do desejo em proclamar algo idealizado na lírica poética, sendo reforçado com uma frase da autora que diz: “O maior anseio poético é construir no avivar do universo um ser unicamente próprio: O Ser Poeta.”. Define, portanto, o que o leitor busca no valor semântico das palavras. Por isso, dentro desta contextualização poética existe uma diversidade interpretativa que consequentemente faz uma ligação do poeta com o universo, vista na ilustração da primeira capa. A obra demonstra ser um fruto do fardo emocional vivido pela poetisa e suas visões de mundo, seu olhar poético. Desta forma, origina-se o poema lírico, narrativo e dramático, os quais produzem um valor semântico relevante a uma diversidade muito grande de características do romantismo, sendo elas marcadas pelo subjetivismo, sentimentalismo, culto, idealização e nativismo. Deste modo, ao analisar os detalhes dos poemas, compreende-se que o “anseio” se refere ao desejo de construir outro tipo de ser, com base referencial no modelo leitor desejado alcançar. Ideias pretensiosas a um modelo universal. Este ser refere-se a um tipo de personalidade amena, não necessariamente um trovador, um escritor, ou poeta, mas sim, um ser que abrigue dentro de si a essência poética, esta essência que apresenta aspectos favoráveis à sensibilidade humana; sobretudo o modo inteligível de olhar o mundo e viver o universo contemplativo. Para repassar e compartilhar esse desejo, encontra-se inserido nesta dinâmica, o possível modelo leitor, sendo reflexo de uma moldura similar ao anseio poético. A felicidade, o amor, a beleza, os mistérios e a angústia. A insatisfação, revolta, solidão e todas as emoções misturadas, com indicação sobre efeitos do naturalismo, são motes que se destacam ao longo dos poemas, pela tradução de ideias de níveis interpretativos, ou de descrição direta. O que faz com que todos os temas trabalhados exalam uma essência própria de Nágila, incluindo sua sensibilidade nas palavras e dinâmica de escrita ao decorrer dos temas contemplativos, a qual transcorrerá nesta expedição literária. Analisando os poemas, encontrei muitos aspectos relativamente diferenciados uns dos outros, aspectos estes que, me fizeram compreender o quanto este livro discorre de uma mestria literária, acompanhado uma ideologia completa no discorrer do expressar ameno, fundamentando-se na dinâmica espiritualista (a alma em sua essência universal) e filosófica (a reflexão contemporânea). Resumidamente, pode-se falar da ideologia deste livro, como sendo fruto de uma concepção que Nágila carrega ao longo de sua vida, um desejo de materializar um mundo poético, podendo ser compreendido pela ideia de [práxis]. Encontram-se ao longo dos poemas, confissões feitas em cada verso, transações de conceitos com um toque carinhoso de filosofia, o que é comum em qualquer tipo de texto da autora. Um romantismo à flor da pele! Reflexão e interpretação vocabular-intencional da poesia. Elementos embaraçosos e emotivos que aproximam o imaginário do real. Isso acaba se tornando a proposta fundamental da poetisa Nágila frente à esta expedição de poesia. Ao iniciar a leitura deste exemplar, é preciso sair um pouco do assunto bruto e entrar no objeto refinado - você mesmo. É preciso se colocar dentro da reflexão poética, indiretamente ou diretamente, pois é através disso, que a poetisa encontra a base de seus leitores em virtude do seu anseio poético nesta vida. A leitura dos poemas pode ser facilmente tocante, agradável e proveitoso para os fatos que nos cerca, de punho emocional e universal, afinal de contas, é típico de Nágila falar muito escrevendo muito. Ela fala aquilo que está afim da verdade (reflexivamente provada), mas sempre com a sua forma abstrata e afável de transmitir suas concepções. No “Anseio Poético”, Nágila acaba dizendo algo, sobre algo, com o intuito de melhorar o que já foi dito. Podendo então se tornar sobremaneira, uma de suas mais belas características inserida neste contexto poético. O livro em si foi escrito e trabalhado de forma encantadora, sobretudo a melodia da língua, e também as imagens e cenas que lança à mente do leitor. O que consequentemente, traz uma sugestão vital que é qualificar a leitura nos aspectos mais pensativos, pondo em abundância amena, o ser, a exaltação à natureza, o amor, o social e o indivíduo sensível, sobretudo elevando as questões propostas o modo de interagir, questionar e pensar nas alusões feitas em cada verso. Bom, como já havia dito, é muita responsabilidade prefaciar uma obra como esta, simples e fácil de ler, mas ao mesmo tempo rica e complexa de ser pensada, como a autora. É o mesmo que aceitar guiar um guia, porque o Anseio Poético já é um guia aos leitores, quando transcorre de palavras tão valiosas. Nesta perspectiva pude concluir no decorrer de minhas análises, tão quanto é grande a diversidade poética posta aqui. E nas minhas interpretações, encontrei um estilo de escrita incomparável a qualquer outra, porque trata de temas interessantes vividos e pensados por nós. O que é d porta maior aqui, é a forma como os poemas são lançados a uma leitura meramente contemporânea. Então leitores, vamos dar nome a quem merece ser nomeada, a esta grande célebre cearense, inteligentíssima e capacitada para discorrer tão bem nas palavras brotadas sobre seus pensamentos e sentimentos, que dá frutos de obras como esta que aqui apreciaremos. Deixo um desafio: quem passou pelo prefácio, passará por todas as outras páginas e chegará à nota da autora. Aposto que a partir da leitura deste livro, muitos outros (escritos por Nágila) serão lidos pela voz alta do coração. Através desta leitura, o nosso ícone VERDE – Nágila –, com certeza, traz para nós leitores, uma nova forma de ler e trabalhar a interpretação, sobretudo, o sentido da poesia. Então, faço minhas, as palavras dela: “Sejam bem-vindos à quebra do arcano”. Klinsmann Menezes Maciel. Grupo literário Pé de Letra.
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