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    Diálogo em Setembro -

    Fernando Namora

    Publicações Europa América
    1967
    546 páginas
    18h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    "Essa crónica romanceada é então dedicada a equacionar alguns dos problemas do homem, verdadeiras confidências do autor. Assim, nasce das discussões de artistas, filósofos e cientistas dentro da temática ‘homem-robô-máquina’, questões atuais dos anos 60 do séc. XX, como até hoje. Essa agudeza do escritor repete-se, polida, em Um Sino na Montanha, no qual o homem e sua rotina são mostrados desde a perspectiva de quem conhece as misérias do corpo e da alma, crónica das grandes urbes."

    Resenhas (1)Ver mais
    Thaís V. picture
    Thaís V.05/09/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Da Conclusão

    "... Urge encontrar a saída para este deserto habitado, pede uma mulher desesperada chamada Giuliana. Pelo menos aos domingos. Pelo menos quando estou contigo, sejas tu, Giuliana, Justine, Ruth, Isabelle, e quer nos deem sombra as oliveiras de Jacques, o poeta, ou os meus pinheiros, árvores da infância, ou mesmo os perfis de cimento da cidade italiana que tem um bafo vermelho, ou mesmo as chaminés esguias como ciprestes, pois os ciprestes não são necessariamente tristes e as cidades não são necessariamente desoladas e desoladoras. Aqui ou ali, urge reencontrar os homens para viver com os homens e urge encontrar a saída para a máquina do cotidiano que não nos deixa partilhar uns com os outros o que somos e o que desejamos ser."

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    Fernando Gonçalves Namora profile picture

    Fernando Gonçalves Namora

    Escritor português, natural de Condeixa-a-Nova. Na Universidade de Coimbra, licenciou-se em Medicina, que exerceu, em Condeixa-a-Nova e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo. O seu volume de estreia foi Relevos (1938), livro de poesia ligado ainda às tendências do grupo da Presença. Três anos mais tarde, Terra (também poesia) dava início à publicação do Novo Cancioneiro, órgão do neo-realismo, que então começava a afirmar-se. Entretando, publicara, também em 1938, o romance As Sete Partidas do Mundo (Prémio Almeida Garrett), que marcava já a viragem ao encontro do neo-realismo. A sua obra evoluiu, de uma forma geral, no sentido de um amadurecimento dos preceitos estéticos desta corrente, o que o levou a enveredar por um caminho mais pessoal. Não desdenhando a análise de problemas sociais, os seus textos foram sendo progressivamente marcados por aspectos de picaresco, por observações naturalistas e, até, por alguma ressonância do existencialismo. Fernando Namora foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, a que se aliou uma linguagem de grande carga poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem. Entre os títulos que publicou, encontram-se os volumes de prosa Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945), As Minas de S. Francisco (1946), Retalhos da Vida de Um Médico (1949 e 1963), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957), Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego), Os Clandestinos (1972) e Rio Triste (1982); e as obras de poesia Mar de Sargaços (1940) e Marketing (1969). Escreveu ainda volumes de textos de memórias, anotações de viagem e crítica como Diálogo em Setembro (1966), Um Sino na Montanha (1970), Os Adoradores do Sol (1972), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977) e Sentados na Relva (1986). A sua produção poética foi reunida, em 1959, no volume As Frias Madrugadas.

    13 Livros
    1 Seguidor

    Fernando Gonçalves Namora