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    As cocadas -

    Cora Coralina

    Global
    2007
    24 páginas
    48m
    ISBN-13: 9788526012523
    Português Brasileiro
    3.9
    65 avaliações
    Leram130Lendo11Querem141Relendo0Abandonos1Resenhas9
    Favoritos3Desejados141Avaliaram65

    O conto "As cocadas" - publicado pela primeira vez em "O tesouro da Casa Velha", um dos últimos trabalhos de Cora Coralina - ganha nesta edição as cores, os traços, as ilustrações tão sintonizadas com a infância do artista Alê Abreu. A narrativa em primeira pessoa, curta, direta e, ao mesmo tempo, detalhista no que é preciso - qualidades de quem conta mesmo um conto - envolve a criança, desafia sua curiosidade a cada linha, desperta o desejo de descobrir a resolução do conflito vivido pela personagem. Trecho: "Eu devia ter nesse tempo dez anos. Era menina prestimosa e trabalhadeira à moda do tempo. Tinha ajudado a fazer aquela cocada. Tinha areado o tacho de cobre e ralado o coco [...] O coco era gordo, carnudo e leitoso, o doce ficou excelente. Minha prima me deu duas cocadas. Duas cocadas só [...] De noite, sonhava com as cocadas. De dia as cocadas dançavam piruetas na minha frente."

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    Rafael Bonfim picture
    Rafael Bonfim07/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sabor de infância

    Em "As Cocadas" Cora Coralina revisita sua (e quem sabe nossas) memória afetiva. Uma história linda, poética, sensível e cheia de significados atemporais. É possível durante a leitura ver cores, sentir aromas e imaginar sabores.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 65
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
    Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas profile picture

    Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

    Chamava-se, de batismo, Ana Lins do Guimarães Peixoto. A reconhecida poetisa nasceu no Estado de Goiás em 20 de agosto de 1889 e morreu em 10 de abril de 1985. Mas, o reconhecimento não veio fácil ou logo. Dizem que chamar Cora Coralina de poetisa é restringir seu talento. Era também contista, cronista de mão cheia e até mesmo jornalista, pois é sabido que tinha imensa habilidade de observar os acontecimentos cotidianos, retratando-os com fidelidade. O dom da escrita a acompanhava desde cedo. Tanto que aos 15 anos de idade, tornou-se Cora, uma maneira de esconder sua verdadeira identidade, pois naquela época “moça direita” não perdia tempo com escritos. Coralina surgiu depois e o significado não poderia ser mais poético: Cora Coralina quer dizer coração vermelho. Da casa dos pais, Ana Lins partiu para São Paulo. Ela e Cantídio Tolentino Brêtas apaixonaram-se e fugiram para Jaboticabal (SP). Teve seis filhos. Lá levou a vida que a maioria dos brasileiros leva, renunciou vontades e sonhos para prover o sustento da família. A escritora saiu de cena, foi impedida de crescer, enquanto a trabalhadora, mãe e esposa assumia os compromissos da vida. Foi costureira, vendedora de livros, comerciante. Mas ainda assim, nunca deixou de escrever e de se empenhar em ajudar, principalmente às mulheres. Ana sugeriu a criação de um partido feminino e escreveu até mesmo um manifesto de agremiação. Depois de viúva, já não havia quem lhe impedisse de se expressar por meio das palavras (dizem que seu marido a impedira de participar da Semana de Arte Moderna de 1922). Aos 70 anos aprendeu a datilografar e, entre retalhos de textos, produziu seu primeiro livro - Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais – aos 75 anos. Em 1976 lançou Meu Livro de Cordel e em 1980, recebeu uma carta de Carlos Drummond de Andrade, repleta de elogios sobre seu trabalho. Foi após a divulgação dessa carta que Cora Coralina tornou-se conhecida no país todo. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/jornal97/senado_arquivo.aspx

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    Goiás, Brasil

    Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas