Companheiro de ofício quando o assunto é literatura, conheci a saga "Pré-Mortais" diretamente com o Anderson. Num primeiro momento, a capa me deu a impressão de que o livro tinha uma temática fantástica medieval. Puro engano. O que li em "Pré-Mortais" pareceu bastante com o que os otakus tanto sonham: um anime (ou manga, o que preferir, rs) em solo nacional.
Pré-Mortais conta a história do jovem Hander, um estudante de Campo Grande que vivia uma vida normal até descobrir que sua própria existência estava ligada à criação do mundo e à existência da humanidade. Entidades secretas que guardam o mundo, dragões ancestrais em templos escondidos e jovens que se descobrem donos de superpoderes.
Tudo isso se desenrola em cenários tradicionais do Rio de Janeiro, o que reforça a sensação que faz um pouco de falta no gênero: a de algo que acontece em solo nacional. Alguns pontos conhecidos da cidade, como estações de trem, shoppings, a Quinta da Boa Vista e a Câmara dos Vereadores são usados como cenários da obra.
O ritmo rápido de Pré-Mortais só tem um defeito: é rápido demais. Fica uma vontade maior de saber como é o dia-a-dia de Hander, como ele absorveu o choque de se descobrir um Pré-Mortal, o relacionamento dele com seus amigos. Recheado de ação, acho que só faltou um pouco de espaço para desenvolver melhor os personagens.
Recomendo a leitura!