Quem foi que disse que um ótimo romance deve ter uma trama intrincada e cheia de pormenores e intrigas que despertam a atenção e a curiosidade ao longo de todas as páginas. Não é bem assim. A autora Catherine Anderson me ensinou isso. Suas histórias simples, enfocadas no cotidiano, carregadas de sentimentos e humanidade, nos transportam para o seu interior e sem percebermos, vez por outra, nos identificamos com os personagens, seus dramas, seus sonhos e suas angústias e, acima de tudo, a capacidade de superação de cada um constitui um grande exemplo de vida. Seus livros exalam inspiração e motivação.
Em O Sol da Minha Vida não é diferente. Vamos conhecer a história de Isaiah Coulter e Laura Townsend. Ele é um veterinário bem sucedido, ela é uma engenheira ambiental que depois de um fatídico acidente, passa a sofrer de “afasia”, que produz limitações na fala e na comunicação, decorrente de uma lesão cerebral. Com uma mãozinha da mãe dele e da avó dela, Laura vai trabalhar na clínica veterinária como tratadora do canil e uma atração forte entre eles se estabelece. A confiança e a descoberta do amor vão se sedimentando aos poucos, na convivência do cotidiano, nas pequenas coisas. Isaiah descobre em Laura uma luz, uma alegria de viver contagiante, que suplanta a sua solidão, seja no cuidado com os animais, ou na montagem de uma árvore de Natal, em uma comida especial. Morri de rir quando o mocinho se vê obrigado a cuidar de um mascote chamado Tristinho. Laura não se acha digna desse sentimento em virtude das suas limitações, mas a autora demonstra que o verdadeiro amor é despido de preconceitos e consiste em reconhecer o valor das pequenas coisas e amar ao próximo de forma incondicional. Lindo. Super recomendado.