Melhores Poemas de Guilherme de Almeida (Coleção Melhores Poemas) -

    Guilherme de Almeida

    Global
    2001
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-10: 8526003259
    Português Brasileiro

    Guilherme de Almeida (Campinas 1890 - São Paulo 1969) viveu uma longa fase da história da poesia brasileira, que se estende do período crepuscular que antecedeu o modernismo ao surgimento e consolidação de movimentos como o concretismo ou a poesia práxis, chocantes à sua sensibilidade educada nos velhos clássicos. Foi mais de meio século de atividade, em que o poeta exibiu um raro virtuosismo e domínio da língua, compondo poemas de sabor camoniano (Camoniana, 1956), recriando a atmosfera de velhos romances populares portugueses (Pequeno Romanceiro, 1957), parodiando a poesia grega clássica (A Flauta que eu Perdi, 1924), cultivando o verso parnasiano, simbolista, modernista (Meu, Raça, Encantamento, todos de 1925), mas sem nunca abandonar a nota romântica, predominante ao longo de toda a sua vasta obra. Os seus primeiros livros, anteriores à Semana de Arte Moderna -- de Nós (1917) a Era uma Vez. (1922) --, revelam uma poesia de meios tons, em que o agudo sentimento da beleza se harmoniza com um certo artificialismo, muito ao gosto da sociedade de então. Tanto assim que os seus livros andavam nas mãos de todas as moças. A adesão ao modernismo evidencia um desejo de se ajustar ao gosto do tempo, mas não representa nenhuma mudança significativa em sua obra. Dispensa a rima e a métrica, mas a alma romântica continua, observa Carlos Vogt no prefácio aos Melhores Poemas Guilherme de Almeida. O poeta se manteve fiel às suas tendências pessoais, o que lhe foi muito benéfico. Os seus livros desfrutavam de uma popularidade a que nenhum modernista chegava perto. Essa popularidade se manteve até a última fase de sua obra, caracterizada por uma linguagem mais enxuta, menos rica de emoção, mas na qual ainda se sente, um tanto enfraquecida, a voz do velho romântico.

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin29/10/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Muito da minha formação cultural eu devo a Casa Guilherme de Almeida (que foi sucateada pelo atual governador de São Paulo), mas até agora eu nunca tinha lido um livro do escritor Guilherme de Almeida. Foi uma grata surpresa. Dividido em três sessões mais ou menos se referindo à sua juventude, maturidade e velhice, essa antologia nos dá um excelente panorama de sua poesia, sendo a de juventude mais romântica, a de maturidade mais ampla e da velhice recorrendo mais ao minimalismo. No fundo essa a divisão da vida de todos nós, não é mesmo?

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