Ao todo são 10 capítulos onde a autora aborda os dons mediúnicos de um modo geral e as suas vivências e situações com a mediunidade.
Entre um capítulo e outro, são colocados perguntas e respostas do O Livro dos Espíritos que interligam com o assunto daquele momento. Além disso, a autora vai dando spoilers das histórias dos seus outros livros. Então! Se você não tiver lido e não quiser saber, deixe essa obra para o final da maratona Yvonne Pereira.
O primeiro capitulo aborda sobre os ensinamentos gerais da Doutrina Espírita e as explicações contam com o amparo das obras de Allan Kardec e Léon Denis. Partindo para o segundo capítulo, é comentado sobre como trajam os espíritos, ou seja, os seus fluídos e como os mesmos se "mostram" ao mundo, digamos assim.
Indo para o terceiro capítulo, a autora aborda Frédéric Chopin na Espiritualidade e discorre sobre os famosos desencarnados que se comunicam com os médiuns e as questões da descrença de serem eles mesmos e as identificações. Dá o exemplo do espírito Camilo Castelo Branco e seus mais variados nomes para comunicações e escritas. O quarto capítulo fala sobre as regiões inferiores, onde é dito sobre as zonas mais densas da Espiritualidade.
Já o quinto capítulo comenta sobre mistificadores e obsessores e é praticamente uma ligação com a narrativa anterior e aborda a diferenciação entre mistificação e obsessão, inclusive com exemplos mega entendíveis.
O sexto capítulo fica com a polêmica dos romances mediúnicos, como funcionam as narrativas de lá para cá e as formas de como cada médium recebe as histórias. Também dá os exemplos de Francisco Cândido Xavier e da própria Yvonne.
Do sétimo até o nono capítulo possui uma interligação porque falam dos dons mediúnicos e do médium na prática. Como se portar, as potências, energias, as diferenças no trato da mediunidade na época de Joana D´arc para agora, a questão da hipnose e as histórias de pessoas comuns e seus entes queridos desencarnados.
Por fim, o décimo capítulo aborda os hábitos dos médiuns e a importância da rotina e dos bons costumes. O exemplo nesse momento é Bezerra de Menezes.
O texto é de fácil entendimento para quem já tem um certo conhecimento da Doutrina e da mediunidade e a leitura é melhor indo aos poucos para melhor absorção das palavras e histórias.