Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores59
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Defesa do Marxismo - Polêmica revolucionária e outros escritos

    José Carlos Mariátegui

    Boitempo
    2011
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788575591819
    Português Brasileiro
    3.9
    7 avaliações
    Leram9Lendo0Querem50Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados50Avaliaram7

    A obra do jornalista, teórico e dirigente revolucionário peruano José Carlos Mariátegui vem ganhando destaque nos meios editorial e acadêmico, quase um século depois de ter sido escrita. Marxista da práxis, para quem a vida teórica e a prática militante eram inseparáveis, Mariátegui é um dos principais expoentes da filosofia contemporânea. Discutiu temas históricos, políticos e culturais, desvendando a memória de seu país, o contexto latino-americano e até aspectos da geopolítica mundial em ensaios originais que priorizavam a comunicação com as massas, acima de tudo. Seus escritos, elaborados principalmente na década de 1920 e apoiados nos alicerces do materialismo-histórico, foram acusados de irracionalistas na época por absorverem as essências conceituais libertárias de Georges Sorel, Sigmund Freud e Friedrich Nietzsche. Em Defesa do marxismo: polêmica revolucionária e outros escritos, agora publicado em português pela Boitempo Editorial, o leitor encontra esse ensaio, composto de dezesseis artigos, e outros seis escritos inéditos em que Mariátegui se atém a algumas das mais importantes questões filosóficas e políticas do conturbado período que colidiu com os horrores da Primeira Guerra Mundial e, por outro, com a Revolução de Outubro. “Sua técnica de dissecar experiências da discussão socialista e equívocos dos revisionistas ou, ainda, iluminar personagens importantes no jogo dos poderes e ideias não se limita a um abstracionismo esquerdista ou a uma emotiva história política – é antes uma plataforma tática de onde se ergue para enxergar o porvir humano no instável pós‑Guerra”, afirma o jornalista, estudioso e tradutor do livro, Yuri Martins Fontes, na introdução. Com uma tradução cuidadosa e texto de orelha do filósofo Carlos Nelson Coutinho, a edição preserva o estilo eloquente e cativante do autor, mantendo a contundência das repetições, seu ritmo de pontuação e sua escolha de termos que exigem conceituação precisa.

    Resenhas (1)Ver mais
    Doney Corteletti Stinguel picture
    Doney Corteletti Stinguel20/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: Defesa do Marxismo, de José Carlos Mariátegui

    Parte I: “O empenho daqueles que, como Henri de Man, condenam sumariamente o marxismo como um simples produto do racionalismo do século XIX não pode, pois, ser mais precipitado e caprichoso. O materialismo histórico não é precisamente o metafísico ou filosófico, nem é uma filosofia da história deixada para trás pelo progresso científico. Marx não tinha porque criar mais do que um método de interpretação histórica da sociedade atual. Refutando o professor Stammler, Croce afirma que “o pressuposto do socialismo não é uma filosofia da história, mas uma concepção histórica determinada pelas condições presentes da sociedade e do modo como esta chegou a elas”. A crítica marxista estuda concretamente a sociedade capitalista. Enquanto esta não estiver definitivamente suplantada, o cânone de Marx permanecerá válido. O socialismo, ou seja, a luta por transformar a ordem social de capitalista em coletivista, mantém viva essa crítica, a continua, a confirma e a corrige. Vã é toda tentativa de catalogá-la como uma simples teoria científica enquanto trabalhe na história como evangelho e método de um movimento de massas.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/06/defesa-do-marxismo-polemica.html XXXXXXXXXXXXXX Parte II: “A heresia individual é infecunda. Em geral, a sorte da heresia depende de seus elementos ou de suas possibilidades de se tornar dogma, de se incorporar num dogma. O dogma é entendido aqui como a doutrina de uma transformação histórica e, assim, enquanto a transformação se opera, isto é, enquanto ele não se torna um arquivo ou um código de uma ideologia do passado, nada garante como o dogma a liberdade criadora, a função germinal do pensamento. Em sua especulação, o intelectual precisa se apoiar em uma crença, em um princípio que faça dele um fator da história e do progresso. É nesse instante que sua potência de criação pode trabalhar com a máxima liberdade permitida por seu tempo. Shaw tem essa intuição quando diz: “Karl Marx fez de mim um homem, o socialismo fez de mim um homem”. O dogma não impediu que Dante, em sua época, fosse um dos maiores poetas de todos os tempos; o dogma, se assim prefere chamá-lo, ampliando a acepção do termo, não impediu que Lenin fosse um dos maiores revolucionários e um dos maiores estadistas. Um dogmático como Marx ou como Engels influi nos acontecimentos e nas ideias mais do que qualquer grande herético ou qualquer grande niilista. Somente esse fato deveria anular toda a apreensão e todo o temor em relação à limitação do dogmático. A posição marxista, para o intelectual contemporâneo, não é utopismo, mas sim a única posição que oferece uma via de liberdade e avanço. O dogma tem a utilidade de um roteiro, de uma carta geográfica: é a única garantia de não se repetir duas vezes o mesmo percurso com a ilusão de estar avançando e de não ficar preso por falta de informação em nenhum caminho sem saída. O livre-pensador, em geral, resolutamente se condena à mais estreita das servidões: sua especulação rodopia a uma velocidade louca, mas inútil, em torno de um ponto fixo. O dogma não é um itinerário, mas uma bússola na viagem. Para pensar com liberdade, a primeira condição é abandonar a preocupação com a liberdade absoluta. O pensamento tem uma necessidade estrita de rumo e de objeto. Pensar corretamente é, em grande medida, uma questão de rumo e de órbita.” * Mais do blog Lista de Livros em:

    33 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    José Carlos Mariátegui La Chira profile picture

    José Carlos Mariátegui La Chira

    Figura imprescindível do marxismo latino-americano de força e originalidade universais, à nível de Lukács, Benjamin e Gramsci, foi um escritor, jornalista, sociólogo e ativista político peruano. Prolífico, morreu prematuramente aos 35 anos.

    10 Livros
    14 Seguidores

    José Carlos Mariátegui La Chira