O Feitiço de Áquila (Mestres do Horror e da Fantasia #20) - Ladyhawke

    Joan D. Vinge

    Francisco Alves
    1985
    185 páginas
    6h 10m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Europa, Século XII, Áquila Uma insólita história de amor e magia entre a bela Lady Isabeau e Etienne Navarre, o Capitão da Guarda. Eles lutam desesperadamente para se livrarem de um feitiço que lançado pelo poderoso e maquiavélico Bispo de Áquila. Durante o dia, Isabeau toma a forma de um falcão retomando a própria aparência ao pôr-do-sol. Navarre, por sua vez, torna-se um lobo, que só recupera a forma humana ao alvorecer de cada dia. Inspirada em uma lenda do século XIII, O Feitiço de Áquila (Ladyhawke) é a história de um amor proibido. Nele Joan D, Vinge, autora de O Retorno de Jedi publicado pela Francisco Alves e do roteiro cinematográfico de Duna, conta como dois jovens se vêem condenados a viverem eternamente juntos, sem no entanto jamais se tocarem. Mistério, aventura, magia, História, são os componentes básicos de uma narrativa que foi transposta para o Cinema numa produção dirigida por Richard Donner, de Super-Homen e A Profecia.

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    Régis Maz14/11/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    "Sempre juntos. Eternamente afastados."

    O Feitiço de Áquila foi escrito por Joan D. Vinge e lançado em 1985. A história se passa na França do século XII e possui todas as características inerentes à época. A história me cativou, e os personagens, cada um a seu modo, conquistaram meu coração ou meu ódio desmedido: Phillipe Gaston é astuto, vivaz e engenhoso, além de possuir um coração belo e generoso. Ele mantém diálogos espirituosos com Deus, como se lhe falasse diretamente e fosse respondido. É um personagem cativante e divertido, que me arrancou risadas espontâneas com seus comentários jocosos, provocativos e suas mentiras brilhantemente elaboradas. Phillipe Gaston, ou "O Rato", também é um ladrão fugitivo, cuja façanha de escapar das masmorras de Áquila dá início a todos os acontecimentos da história. Já Charles Navarre foi capitão da guarda de Áquila. Ele é alto, forte, distinto e emana nobreza a cada movimento. Sua família dedicara gerações de leal serviço à Igreja. Mas, para ele, foi um amargo legado ver-se servindo a um tirano irreligioso, forçado a desempenhar uma corrupta e brutal política em nome da Igreja... E hoje carrega consigo uma tristeza profunda, que transparece em seu olhar, além de um desejo inflexível de vingança. Isabeau de Anjou era filha de um homem descomedido que morreu trucidando "infiéis" na Antióquia, deixando-a em Áquila aos cuidados de um primo. Ela é doce, carismática e a personificação da palavra amor, além de bela e inteligente. O Bispo de Áquila é tudo, menos um servo de Deus. Sua perversidade, cupidez, libertinagem e autoindulgência fazem dele um belo exemplar de "homem de Deus" a ser temido e odiado. Um ser maligno, mergulhado na luxúria e na ganância. A seu serviço, temos também exemplos de homens corruptos, cruéis e brutais: Marquet, o capitão da guarda, seu tenente Jehan, e o grande e forte guarda Fornac. E ainda temos o Irmão Imperius, um padre que cometeu o erro de confiar no Bispo de Áquila, seu superior hierárquico na Igreja, ato que o fez se arrepender amargamente. Agora, ele se dedica à busca de uma maneira de se redimir com as pessoas que ajudou, involuntariamente, a ferir. A história é envolvente desde o primeiro capítulo. A ousada fuga de Phillipe dos calabouços de Áquila me lembrou a extraordinária fuga de Andy Dufresne da prisão de Shawshank. A perseguição implacável pela guarda do Bispo e seu encontro fortuito com o Cavaleiro de Negro são aliciantes. Além de tudo isso, Navarre e Isabeau protagonizam uma quase versão de "Romeu e Julieta", só que mergulhada em fantasia e marcada por uma cruel e maligna maldição: "Sempre juntos. Eternamente afastados." Não quero entregar muito da trama, pois é muito prazeroso ir entendendo aos poucos o que o destino reserva para cada um desses incríveis personagens. Entretanto, devo dizer que Phillipe, Navarre e Isabeau são três pessoas completamente solitárias, que vagam por um mundo hostil, sendo perseguidos pelo cruel e brutal Bispo de Áquila. Apenas ao se encontrarem, ganham motivos para sonhar novamente e ter esperança em um futuro diferente da sombria e amaldiçoada vida que têm vivido. Recomendo. Obs.: assisti também ao filme e devo dizer que a adaptação é fiel e muito bem atuada. É quase impossível desvincular os atores dos personagens do livro.

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